Dólar à vista cede 0,48% e fecha a R$ 5,2013 após divulgação de pesquisa que mostra empate técnico entre candidatos

O dólar à vista cede 0,48%, a R$ 5,2013, após pesquisa eleitoral mostrar empate técnico entre candidatos no segundo turno
O dólar iniciou nesta terça-feira (29) em baixa no Brasil após nova pesquisa eleitoral reforçar cenário de empate técnico na disputa presidencial, enquanto no exterior a moeda norte-americana também exibia perdas ante outras divisas de países emergentes, segundo a Reuters.
Às 9h15, o dólar à vista cedia 0,48%, a R$ 5,2013 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — tinha baixa de 0,47%, aos R$ 5,2010.
A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada pela manhã mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está com 47,7% das intenções de voto no segundo turno, contra 47,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com margem de erro de 1 ponto percentual, os dois estão tecnicamente empatados. No levantamento anterior, Flávio tinha 47,4% e Lula somava 47,7%.
No mercado, agentes ainda veem Lula com desconfiança, enxergando sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Notícias mais favoráveis a Flávio tendem a trazer viés baixista para o dólar.
Os investidores reagem ainda nesta manhã a novos dados do mercado de trabalho no Brasil. Na abertura da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país ficou em 5,3% nos três meses até agosto, em linha com a projeção mediana dos economistas ouvidos pela Reuters. Na tarde desta terça-feira, o Ministério do Trabalho e Emprego publicará os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto.
No exterior, o dólar exibia perdas ante moedas pares do real como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano, após os ganhos firmes da véspera. Os rendimentos dos Treasuries mostram alívio depois dos avanços recentes, enquanto o petróleo Brent operava com leve baixa, mantendo-se na faixa dos US$ 104 o barril.






