Franquias movimentam R$ 308 bilhões e ampliam presença na economia brasileira
Com quase 1,8 milhão de empregos diretos e presença em cerca de 70% dos municípios, franchising avança para além dos grandes centros O franchising brasileiro ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões em faturamento acumulado em 12 meses e amplia sua participação na geração de empregos, no empreendedorismo e na interiorização de marcas e serviços. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o setor movimentou R$ 308,4 bilhões no período encerrado no primeiro trimestre de 2026, crescimento nominal de 10,7%. Somente nos três primeiros meses de 2026, as franquias brasileiras faturaram R$ 72,7 bilhões, avanço nominal de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025. O setor alcançou 204.908 operações no país, acréscimo de 6.178 unidades em um ano, além de responder por aproximadamente 1,8 milhão de empregos diretos. Os números reforçam um movimento que vai além da expansão das grandes redes. Com presença em quase 70% dos municípios brasileiros, o franchising se consolida como uma forma de levar negócios estruturados, marcas e oportunidades de empreendedorismo também para cidades fora dos principais centros econômicos. Para André Henning, cofundador da Go Coffee, a capilaridade é uma das características que ajudam a explicar a força do modelo no Brasil. “A franquia permite levar um negócio estruturado para cidades em que, muitas vezes, aquela categoria ou experiência ainda não estava disponível naquele formato. Quando uma operação chega a um novo município, não estamos falando apenas da abertura de uma loja. Existe contratação, treinamento, fornecedores, circulação de renda e um empreendedor local investindo na própria região”, afirma. A presença do franchising em cidades menores também acompanha mudanças no comportamento de consumo. Produtos, serviços e experiências antes concentrados nas capitais passaram a encontrar demanda em municípios de diferentes portes. A trajetória da Go Coffee acompanha esse movimento. Fundada em Curitiba, em 2017, a rede nasceu em uma unidade de aproximadamente 25 metros quadrados, baseada no conceito coffee to go. Em 2019, quando contava com três operações, a empresa iniciou a estruturação do modelo que sustentaria sua expansão por franquias. Expandir para novos mercados exige entender que cidades menores não devem ser tratadas apenas como versões reduzidas das capitais. “A interiorização não significa simplesmente replicar uma loja em qualquer cidade. Cada mercado tem uma dinâmica própria, hábitos de consumo e características comerciais diferentes. A força do franchising está justamente em conseguir combinar o conhecimento e a estrutura da rede com a capacidade do franqueado de entender a realidade local”, explica o cofundador. Empreendedor ganha estrutura para começar Outro fator que ajuda a sustentar o avanço do franchising é a possibilidade de empreender a partir de processos já estruturados. Em vez de desenvolver sozinho marca, fornecedores, treinamento, arquitetura, sistemas e operação, o franqueado entra em um modelo previamente estabelecido. Na Go Coffee, a metodologia de franquias foi desenvolvida internamente. Manuais, padrões arquitetônicos, identidade visual, processos, treinamento e sistemas de gestão foram estruturados pela própria equipe durante o processo de expansão da companhia. “Empreender sempre envolve risco, e a franquia não elimina isso. O que o modelo consegue fazer é oferecer uma estrutura para que o empreendedor não precise começar todas as decisões do zero. Ele recebe processos, conhecimento acumulado, marca, treinamento e suporte. Isso permite concentrar energia na gestão e no desenvolvimento daquela unidade”, destaca Henning. A relação entre franqueadora e operador também se torna relevante à medida que as redes ganham escala. Segundo Henning, crescer de forma sustentável depende de manter os interesses dos dois lados alinhados. “Não existe rede saudável sem franqueado saudável. Uma expansão baseada apenas em vender novas franquias pode até gerar números no curto prazo, mas não sustenta um negócio. A prioridade precisa ser criar condições para que as unidades tenham desempenho, porque o crescimento da marca é consequência do crescimento dos operadores”, afirma. Expansão exige critério O aumento do número de operações também traz desafios. Escolha do ponto comercial, capacidade de gestão do franqueado, adaptação aos mercados locais e manutenção do padrão da rede passam a ter peso ainda maior conforme uma marca amplia sua presença geográfica. Na Go Coffee, por exemplo, a análise de novos pontos considera localização, perfil do consumidor e potencial de mercado. Segundo o material institucional da empresa, a rede opta por não avançar com uma operação quando identifica que determinado ponto não apresenta condições consideradas adequadas para o negócio. “Número de unidades não pode ser o único indicador de sucesso de uma franquia. Abrir uma loja é apenas o começo. Antes disso, precisamos avaliar se aquele ponto, aquele mercado e aquele operador têm condições de sustentar o negócio. Crescer com critério pode significar dizer não a determinadas oportunidades para proteger a saúde da rede no longo prazo”, explica Henning. Tecnologia entra na agenda das franquias Além da expansão territorial, o franchising passa por uma transformação operacional. Inteligência artificial, omnicanalidade, novos formatos de loja, operações home based e ferramentas de gestão estão cada vez mais presentes na agenda das redes brasileiras. Para Henning, tecnologia e escala precisam atuar principalmente na simplificação da operação e na capacidade de tomar decisões com mais informação. “Quanto maior uma rede se torna, menos espaço existe para depender apenas da intuição. Tecnologia ajuda a acompanhar indicadores, padronizar processos, identificar problemas e dar suporte ao franqueado. O objetivo não é substituir a gestão humana, mas oferecer ferramentas para que as decisões sejam mais rápidas e fundamentadas”, avalia. O avanço das franquias ocorre em um cenário no qual a economia brasileira registrou crescimento real do PIB de 2,3% em 2025. Embora não seja adequado comparar diretamente esse indicador com a expansão nominal do faturamento do franchising, os dados mostram que o setor manteve crescimento de dois dígitos e ampliou sua presença territorial e operacional. Para o cofundador da Go Coffee, a combinação entre capilaridade, geração de empregos e empreendedorismo ajuda a explicar por que o franchising assumiu um papel relevante na economia nacional. “Quando uma rede cresce de forma sustentável, existe um efeito que vai além da marca. São novos empreendedores, empregos, fornecedores e consumidores movimentando economias locais. É essa capacidade
Procuração particular resolve o dia a dia, mas negócio de imóvel exige cartório

Entenda quando o documento precisa ser lavrado por tabelião, o que pode ser feito em papel comum, como se revoga e por que dar poderes amplos demais costuma sair caro. Procuração é um daqueles documentos que todo mundo já ouviu falar e que ainda gera muita dúvida no balcão. Quem vai viajar ou mora em outra cidade e não pode aparecer no dia da assinatura acaba precisando de alguém que assine no seu lugar. A pergunta que mais aparece é simples: dá para escrever em casa e assinar, ou tem que ir ao cartório? Depende do ato que vai ser praticado. O valor do negócio e a confiança entre as pessoas não mudam essa resposta. O que é uma procuração É o documento em que uma pessoa, chamada de outorgante, autoriza outra, o procurador, a praticar atos em seu nome. A procuração não transfere bens e também não cria direito nenhum. Ela só permite que alguém represente o outorgante dentro dos limites que estão escritos ali. O que não está no texto, o procurador não pode fazer. Diferença entre procuração pública e particular A procuração pública é feita no tabelionato de notas. O tabelião redige o texto e confere a identidade das partes. O documento fica registrado no livro da serventia, e isso quer dizer que, se o papel se perder, dá para pedir uma nova certidão anos depois. A particular é escrita e assinada pelas próprias partes, sem passar pelo cartório. Sai mais rápido e mais barato. O problema é que quem recebe o documento não tem como confirmar sozinho que aquela assinatura é mesmo do outorgante, e por isso muitos bancos e empresas, e também órgãos públicos, só aceitam a procuração particular com reconhecimento de firma. Quando a procuração pública é obrigatória A regra prática é a da simetria. Se o ato em si só pode ser feito por escritura pública, a procuração para praticar esse ato também precisa ser pública. O caso mais comum é o dos negócios com imóveis que exigem escritura, como boa parte das compras e vendas e das doações, e também as partilhas. Quem chega com uma procuração particular nessa situação costuma ouvir um não no cartório de notas ou no registro de imóveis, e o negócio fica parado até resolver. Bancos e órgãos públicos também costumam exigir instrumento público para movimentação de conta e para financiamento, mesmo quando a lei não obriga. O mesmo acontece na representação em processo administrativo de maior peso. A orientação é perguntar antes, a quem vai receber o documento, qual forma ele aceita. O que dá para resolver com a particular Boa parte da rotina. Retirar documentos, representar alguém em reunião de condomínio, tratar de assunto administrativo simples, contratar advogado. A procuração que se dá ao advogado para atuar em um processo, por exemplo, normalmente é particular e não precisa de cartório. Quanto tempo vale Não existe um prazo automático que sirva para todas as procurações. O documento vale enquanto durar o que foi combinado nele. Pode ter uma data-limite escrita no texto ou pode se esgotar quando o ato for praticado. Se não tiver nada disso, segue valendo até que alguém a revogue. Só que muitos destinatários têm política própria e pedem procuração emitida há pouco tempo, então quem vai usar o documento deve confirmar essa exigência antes de viajar ou de marcar a assinatura. A procuração também se extingue com a morte do outorgante ou do procurador e quando o procurador renuncia. Como revogar O outorgante pode revogar a qualquer momento, sem precisar justificar. Se a procuração foi pública, a revogação é feita no tabelionato e fica anotada lá. Se foi particular, o caminho é comunicar formalmente o procurador e, principalmente, avisar quem recebeu ou pode vir a receber o documento, como o banco ou a empresa onde ele seria usado. Uma revogação que ninguém ficou sabendo não protege ninguém, porque terceiros de boa-fé podem ter agido confiando no papel antigo. O risco da procuração ampla demais O documento funciona exatamente como está escrito. Um texto que autoriza “praticar todos os atos necessários” ou “vender bens móveis e imóveis e movimentar contas” entrega ao procurador poderes que o outorgante muitas vezes não queria dar, e esses poderes continuam de pé até serem revogados. O cuidado básico é descrever o ato e o bem, e, quando der, colocar um prazo. Outro ponto que pede atenção é a cláusula de substabelecimento. Ela permite que o procurador repasse os poderes a uma terceira pessoa. Quando aparece sem restrição, quem assinou a procuração perde o controle sobre quem vai, de fato, agir em seu nome. O que conferir antes de aceitar uma procuração Quem recebe o documento deve checar se os poderes descritos cobrem o ato pretendido e se a procuração ainda está em vigor. No caso de imóvel, também é preciso ver se a situação registral bate com o que foi apresentado. Essa conferência é rotina em escritórios e serventias, e boa parte do trabalho está em ler a matrícula com atenção, o que toma tempo e exige cuidado com cada averbação. Existem hoje programas que organizam e conferem esse tipo de documento, entre eles o da Locus.IA, desenvolvido no interior do Paraná. Mesmo com esse apoio, a decisão de assinar ou não continua sendo de quem assina. Quem quiser ver o passo a passo dessa leitura encontra um guia sobre como analisar uma matrícula de imóvel com apoio de leitura automatizada.
Atendimento remoto amadurece e passa a integrar diferentes etapas da assistência médica

A medicina está vivendo uma fase de integração tecnológica sem precedentes. O atendimento remoto, que durante muitos anos ocupou uma posição secundária, tornou-se uma alternativa importante para determinados tipos de avaliação, acompanhamento e orientação. Uma consulta online via telemedicina pode permitir que paciente e profissional se comuniquem sem deslocamento inicial, utilizando recursos digitais para troca de informações e avaliação do quadro. O funcionamento adequado desse modelo, entretanto, depende de reconhecer tanto suas possibilidades quanto seus limites. Distância física não elimina a necessidade de uma boa anamnese A conversa entre médico e paciente continua sendo uma das principais fontes de informação clínica. O profissional pode investigar sintomas, duração, intensidade, evolução, histórico médico e uso de medicamentos. Essas informações ajudam a construir uma visão inicial do caso. Em situações compatíveis com atendimento remoto, isso pode ser suficiente para orientar a conduta. Em outras, o profissional poderá solicitar avaliação presencial. Preparação melhora o atendimento O paciente pode contribuir significativamente para uma consulta mais produtiva. Antes da chamada, vale organizar informações importantes. Registrar temperatura, listar medicamentos utilizados e separar exames recentes pode facilitar a avaliação quando esses dados forem relevantes. Também é útil escolher um local com boa iluminação e pouco ruído. A qualidade da comunicação influencia diretamente a capacidade do médico de compreender o quadro. O atendimento remoto possui limites clínicos Determinadas condições exigem exame físico. Palpação, ausculta e testes específicos não podem ser reproduzidos completamente por uma chamada de vídeo. Por isso, uma consulta online via telemedicina pode terminar com encaminhamento para uma unidade presencial. Isso é parte normal da assistência. Reconhecer quando a tecnologia já não oferece informações suficientes é tão importante quanto saber utilizá-la. Telemedicina pode reduzir barreiras geográficas Um dos maiores benefícios do atendimento remoto é aproximar pacientes e profissionais. Pessoas que vivem longe de grandes centros podem ter acesso inicial sem realizar longos deslocamentos. O mesmo vale para pacientes com dificuldade de mobilidade ou que precisam de acompanhamento em situações compatíveis com assistência remota. Essa capacidade de reduzir distâncias pode tornar determinados atendimentos mais acessíveis. Documentação deve refletir a avaliação Caso o atendimento resulte em emissão de algum documento, ele deve corresponder à conclusão clínica obtida durante a consulta. Não é adequado presumir previamente qual será a decisão profissional. O médico pode recomendar diferentes condutas dependendo do quadro. Essa independência é essencial para garantir que documentação e orientação tenham fundamento clínico. Privacidade deve fazer parte da experiência Consultas médicas envolvem informações pessoais. Em atendimentos digitais, escolher um ambiente reservado pode ajudar a proteger a confidencialidade. Também é importante evitar realizar a chamada em locais públicos quando informações sensíveis precisarão ser discutidas. A mesma atenção vale para documentos posteriormente recebidos. Arquivos de saúde não devem ser compartilhados indiscriminadamente. Tecnologia pode melhorar continuidade do cuidado Um dos potenciais mais interessantes da telemedicina está na integração com outras etapas. O paciente pode conversar remotamente com um profissional, realizar exames presencialmente e depois retornar para acompanhamento digital. Essa combinação evita tratar modalidades presenciais e remotas como concorrentes. Cada uma pode ser utilizada no momento em que oferece maior valor clínico. O modelo híbrido tende a se fortalecer Uma consulta online via telemedicina representa uma das ferramentas disponíveis dentro de um sistema de saúde cada vez mais conectado. Seu benefício não está simplesmente em substituir consultas presenciais. Está em ampliar possibilidades. Quando utilizada em situações apropriadas, a tecnologia pode reduzir deslocamentos, melhorar acesso e facilitar acompanhamento. Quando o caso exige presença física, o encaminhamento continua sendo indispensável. A evolução da saúde digital dependerá justamente desse equilíbrio entre conveniência e segurança.
Como controlar o estoque de uma loja pequena sem complicação

Controlar o estoque de uma loja pequena é registrar toda entrada e saída de produto, definir um estoque mínimo por item e conferir o saldo com frequência. Dá para começar com ficha ou planilha, mas o método só se sustenta quando a baixa acontece junto com a venda, e é aí que os aplicativos de gestão levam vantagem sobre o caderno. Por que a loja pequena precisa controlar o estoque? Porque estoque é onde o dinheiro do pequeno lojista fica parado. Produto que falta é venda perdida, e produto que sobra é capital preso na prateleira, com risco de vencimento e de obsolescência. O Sebrae recomenda que mesmo o menor negócio registre entradas e saídas, acompanhe o giro de cada item e use alertas de estoque mínimo para repor antes de faltar. No Brasil, segundo dados do Sebrae, 99% dos estabelecimentos são micro e pequenas empresas, e a maioria ainda faz esse controle na mão. Quais métodos de controle de estoque funcionam na prática? Quatro métodos simples resolvem a maior parte dos casos: Para quem vende produto com grade, como roupa em vários tamanhos ou whey em vários sabores, o controle precisa descer ao nível da variação: cada cor, tamanho ou sabor com o próprio saldo. Ferramentas com variações de produtos fazem isso automaticamente, mostrando qual versão do produto está acabando, e não só o total. Planilha ou aplicativo: qual é melhor para a loja pequena? A planilha é gratuita e serve para começar, mas depende de alguém lembrar de atualizar cada venda, e é justamente aí que o controle quebra: no fim do dia, o saldo da planilha já não bate com a prateleira. O próprio Sebrae, em seus guias de gestão, aponta o software como evolução natural, por acompanhar o estoque em tempo real, definir alertas e gerar relatórios. Aplicativos de vendas com controle de estoque integrado resolvem o problema pela raiz: a baixa acontece sozinha no momento da venda, seja no balcão, seja no pedido online, e o cancelamento devolve o produto ao saldo. O Stoqui, por exemplo, funciona pelo celular, tem plano gratuito para começar e, segundo a empresa, é usado por mais de 40 mil lojistas, com alerta de estoque baixo, custo médio calculado a cada entrada e histórico de todas as movimentações. Outro ponto a favor do aplicativo é unificar canais. A 12ª Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios do Sebrae, de 2026, mostra que o WhatsApp é o principal canal de vendas para 82% dos MEI e das micro e pequenas empresas. Quando a loja vende no balcão e no WhatsApp com controles separados, acaba vendendo o que já acabou. Com um catálogo digital ligado ao mesmo estoque do PDV da loja física, todos os canais descontam de um saldo único, e recursos como o checkout pelo WhatsApp transformam a conversa em pedido estruturado, com o cliente escolhendo o produto no catálogo e pagando por Pix ou cartão, sem o lojista digitar item por item. Quais erros de estoque mais custam caro na loja pequena? Alguns tropeços se repetem em quase todo pequeno varejo, e cada um tem um custo direto: Como começar hoje, em 4 passos Controle de estoque não é burocracia de empresa grande: é a forma mais barata de a loja pequena parar de perder venda por falta e dinheiro por sobra. O método pode ser simples, com PEPS, custo médio e estoque mínimo, desde que o registro seja constante e o saldo seja um só para todos os canais. Comece pela contagem inicial ainda esta semana, escolha uma ferramenta que dê baixa sozinha a cada venda e deixe a tecnologia fazer a parte repetitiva, enquanto você usa os relatórios para decidir o que comprar, o que promover e o que tirar de linha.
Fim da idade mínima? Decisão do STF provoca corrida por informações sobre aposentadoria especial

Julgamento do Supremo ampliou as dúvidas sobre as regras do benefício e fez procura pelo tema dobrar em apenas um mês, segundo levantamento. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a idade mínima na aposentadoria especial levou milhares de trabalhadores a procurar informações sobre os efeitos do julgamento. Uma das principais dúvidas é saber se a exigência deixou de existir para todos os segurados que trabalham expostos a condições prejudiciais à saúde. A resposta depende da situação de cada trabalhador. Embora o Supremo tenha afastado a idade mínima em determinadas hipóteses, outros requisitos para a concessão da aposentadoria especial continuam sendo exigidos. A repercussão pode ser observada no comportamento das pesquisas realizadas na internet. Levantamento do Lemos de Miranda Advogados identificou que o interesse por informações sobre aposentadoria especial cresceu 100% em relação ao mês anterior à decisão. Quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado, a diferença é ainda maior: o crescimento registrado chegou a 500%. Julgamento despertou dúvidas sobre as novas regras A aposentadoria especial é destinada a trabalhadores que exercem suas atividades sob exposição permanente a agentes capazes de causar prejuízos à saúde ou à integridade física. As regras do benefício passaram por alterações importantes com a Reforma da Previdência de 2019. A idade mínima tornou-se, desde então, um dos pontos de maior discussão entre trabalhadores e profissionais que atuam na área previdenciária. Com a nova decisão do STF, o assunto voltou ao centro do debate. A repercussão, porém, também abriu espaço para interpretações equivocadas de que o requisito etário teria simplesmente desaparecido para qualquer pessoa que exerça uma atividade considerada especial. Na prática, os efeitos do julgamento precisam ser avaliados conforme a regra aplicável a cada segurado. Comprovação da atividade continua necessária A decisão sobre a idade não modificou uma exigência fundamental: o trabalhador precisa comprovar que efetivamente exerceu atividade em condições especiais. A profissão, isoladamente, não garante o benefício em todas as situações. Dependendo do período trabalhado, é necessário demonstrar a exposição aos agentes nocivos e apresentar documentação que permita ao INSS analisar as condições em que a atividade foi exercida. Um dos principais documentos utilizados atualmente para essa finalidade é o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), que reúne informações sobre o histórico laboral e os fatores de risco presentes no ambiente de trabalho. Por esse motivo, a repercussão do julgamento também ampliou o interesse por assuntos relacionados ao PPP e às formas de comprovação da atividade especial. Vigilantes e profissionais da saúde estão entre os interessados As pesquisas analisadas não se concentraram apenas em questões gerais sobre o benefício. Entre as dúvidas identificadas estão os efeitos da decisão para categorias específicas, como vigilantes e profissionais da saúde, além de questionamentos sobre quais profissões podem gerar direito à aposentadoria especial. Outro grupo que passou a buscar informações é formado por trabalhadores que tiveram pedidos anteriores negados pelo INSS. Nesses casos, uma das questões levantadas é se o novo entendimento permite apresentar outro requerimento. A resposta não é automática. Além dos efeitos jurídicos da decisão, é necessário considerar o motivo do indeferimento anterior e verificar se o segurado possui os requisitos e documentos necessários para o reconhecimento do direito. Pico de interesse ocorreu após decisão Segundo o levantamento, a procura por aposentadoria especial aumentou rapidamente nos dias posteriores ao julgamento. O interesse atingiu um pico logo após a divulgação da decisão e começou a diminuir posteriormente. Mesmo depois desse movimento inicial, porém, as pesquisas permaneceram em patamar superior ao observado antes do julgamento. O comportamento mostra como decisões judiciais relacionadas à Previdência podem produzir repercussão imediata entre trabalhadores, especialmente quando envolvem requisitos que influenciam diretamente a possibilidade de antecipar a aposentadoria. Também revela que muitos segurados acompanham mudanças previdenciárias antes de chegar o momento de requerer o benefício, buscando avaliar antecipadamente os possíveis impactos sobre sua situação. Estudo analisou comportamento das buscas O levantamento foi elaborado pelo Lemos de Miranda Advogados a partir de dados públicos de comportamento digital relacionados à aposentadoria especial. A análise comparou o interesse registrado depois da decisão do Supremo com o mês imediatamente anterior e com o mesmo período do ano passado. Os resultados apontaram aumento de 100% na comparação mensal e de 500% na comparação anual, indicando que o julgamento provocou forte crescimento na procura por informações sobre o benefício.
Curitiba recebe “G20 da gastronomia” e abre inscrições para evento gratuito em 8 de novembro

Programação aberta ao público reunirá chefs brasileiros e internacionais no Memorial de Curitiba para discutir gastronomia, sustentabilidade, identidade e o futuro da alimentação Estão abertas as inscrições gratuitas para “Gastronomia, Identidade e Transformação”, evento aberto ao público que integra o XVI International Council Meeting do Basque Culinary Center (BCC) e será realizado no dia 8 de novembro, no Memorial de Curitiba. Conhecido como uma espécie de “G20 da gastronomia”, o encontro internacional chega pela primeira vez ao Paraná e reunirá chefs e especialistas para compartilhar conhecimento e debater temas como sustentabilidade, biodiversidade, cultura alimentar, inovação e transformação social. Os ingressos gratuitos podem ser reservados pela plataforma Sympla. A participação mediante inscrição garante acesso ao setor reservado do Palco Principal e à área de Cozinha ao Vivo, ambos com capacidade limitada. A programação reunirá chefs, pesquisadores, produtores, empreendedores e especialistas em atividades de intercâmbio e debates sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao futuro da alimentação. A programação completa e eventuais atualizações estarão disponíveis no site do Basque Culinary Center. Ao abrir parte das atividades do International Council à população, o encontro no Memorial de Curitiba aproxima algumas das principais referências da gastronomia contemporânea de profissionais do setor, estudantes, pesquisadores, produtores e demais interessados no tema. Ao longo do dia, serão realizadas palestras, mesas-redondas e outras atividades que abordarão sustentabilidade, saúde, criatividade, identidade cultural, biodiversidade, território e os caminhos da alimentação nas próximas décadas. Entre os nomes previstos na programação do Palco Principal estão Joxe Mari Aizega, Manu Buffara, Joan Roca, Trine Hahnemann, Elena Reygadas, Dominique Crenn, Ángel León, Michel Bras, Narda Lepes, João Rodrigues, Alex Atala e Josh Niland. O evento também terá o anúncio do vencedor da 11ª edição do Basque Culinary World Prize, além de mesas-redondas dedicadas à gastronomia social e aos desafios atuais da cozinha brasileira. A programação é preliminar e está sujeita a alterações. A agenda contará ainda com demonstrações práticas na Cozinha ao Vivo, conduzidas por chefs brasileiros de diferentes regiões do país. Entre os participantes previstos estão Felipe Cavalcanti, Saulo Jennings, André Saburó, Léo Paixão, Rafael Costa e Silva, Fred Caffarena, Manu Ferraz, Bianca Mirabili, Ivan Ralston, Tássia Magalhães e Eneko Izcue. Pedro Soares e Rodrigo Bellora também integram a programação, com horários em fechamento. As apresentações irão explorar ingredientes, técnicas e histórias ligadas às origens dos alimentos, ampliando o debate sobre a relação entre gastronomia, produção, biodiversidade e cultura alimentar. Outro destaque será a Rua das IGs, dedicada a produtores com Indicação Geográfica do Paraná e do Sul do Brasil. No espaço, os visitantes poderão conhecer produtos, participar de degustações e comprar diretamente dos produtores, além de compreender a relação desses alimentos com a identidade, os saberes e as características de suas regiões de origem. O acesso à Rua das IGs e à exposição será livre, sem necessidade de inscrição. “Receber o International Council do Basque Culinary Center no Paraná é uma oportunidade de mostrar ao mundo a riqueza do nosso território, da nossa biodiversidade e das pessoas que constroem a gastronomia brasileira diariamente. Queremos promover um encontro que gere conexões, compartilhe conhecimento e fortaleça a gastronomia como instrumento de transformação social”, afirma Manu Buffara, chef brasileira e integrante do International Council do Basque Culinary Center. A realização do encontro no Paraná insere Curitiba na agenda internacional de discussões promovidas pelo Basque Culinary Center sobre gastronomia, sustentabilidade, inovação e sistemas alimentares. “A iniciativa também cria uma oportunidade para apresentar a chefs e especialistas de diferentes países a biodiversidade, os ingredientes, os produtores e os saberes associados à cultura alimentar brasileira”, completa Manu Buffara. SERVIÇO Gastronomia, Identidade e Transformação – XVI International Council Meeting Paraná 2026Data: 08/11/2026Horário: das 9h às 16hLocal: Memorial de CuritibaEndereço: Rua Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco – Curitiba (PR)Entrada: gratuitaIngressos: gratuitos e obrigatórios para acesso ao setor reservado do Palco Principal e à área de cozinha ao vivo; vagas limitadasRua das IGs e exposição: acesso livre, sem necessidade de ingressoInscrições: Sympla https://www.sympla.com.br/evento/xvi-international-council-meeting-parana-2026-gastronomia-identidade-e-transformacao/3555895?referrer=bcc.coezo.com.br&referrer=bcc.coezo.com.br Mais informações: https://bcc.coezo.com.br/
Como construir uma presença digital capaz de gerar autoridade antes mesmo da primeira conversa comercial

A decisão de contratar uma empresa começa muito antes da reunião de vendas. Quando um potencial cliente recebe uma indicação, encontra um anúncio ou descobre uma marca no Google, é comum realizar uma pesquisa antes de entrar em contato. Nesse momento, ele procura respostas. Quem é essa empresa? Ela parece confiável? Possui experiência? Entende meu problema? Consegue atender minha necessidade? A presença digital participa diretamente dessa avaliação. Autoridade percebida começa pela consistência Uma empresa pode afirmar que é especialista. Mas o potencial cliente procura sinais que confirmem essa afirmação. Esses sinais podem aparecer em: Quanto mais coerentes forem esses elementos, maior tende a ser a confiança. Uma empresa que cria sites pode ajudar a organizar esses sinais Ao trabalhar com uma empresa que cria sites, é possível transformar diferentes elementos de credibilidade em uma estrutura fácil de compreender. Isso pode envolver páginas específicas para: A organização é importante porque autoridade escondida possui pouco efeito. O visitante não deve precisar procurar motivos para confiar Se a empresa possui: essas informações precisam aparecer em pontos estratégicos. Não necessariamente todas no topo. Mas precisam estar acessíveis no momento em que dúvidas surgem. Conteúdo demonstra conhecimento antes da venda Quando uma empresa publica materiais realmente aprofundados sobre os problemas que resolve, cria uma oportunidade de demonstrar expertise sem depender de declarações promocionais. Um artigo pode mostrar: Esse tipo de conteúdo também pode conquistar tráfego orgânico. Criação de sites SP pode reforçar presença regional Empresas com atuação paulista podem utilizar serviços de criação de sites em sp para construir uma presença alinhada ao mercado em que competem. Localização pode ser um elemento relevante, mas não deve ser o único. O site também precisa comunicar: A combinação entre presença regional e autoridade temática tende a ser mais forte do que simplesmente repetir localização. A página “Sobre” possui papel estratégico Muitas empresas tratam a página institucional como algo secundário. Entretanto, potenciais clientes podem visitá-la justamente para reduzir incerteza. Uma página “Sobre” pode incluir: O conteúdo precisa evitar frases genéricas e mostrar elementos concretos. Portfólio precisa contar histórias Uma galeria de imagens pode ser útil, mas muitas vezes não explica o valor entregue. Adicionar contexto melhora bastante. Por exemplo: Cliente Qual era o perfil? Necessidade Qual desafio existia? Projeto O que foi realizado? Resultado Qual benefício foi alcançado? Isso transforma portfólio em prova. Diferentes agencias de criação de sites podem possuir diferentes especializações Ao avaliar agencias de criação de sites, empresas devem considerar alinhamento entre experiência do fornecedor e complexidade do projeto. Alguns projetos precisam apenas de presença institucional básica. Outros exigem: Quanto mais estratégica for a função do site, maior tende a ser a necessidade de integração entre competências. Autoridade de marca e autoridade temática são diferentes Uma empresa pode ser amplamente conhecida, mas não possuir profundidade em determinado assunto. Ou pode ser pouco conhecida, porém altamente especializada. Conteúdo ajuda a desenvolver autoridade temática. Marca ajuda a desenvolver reconhecimento. As duas podem trabalhar juntas. Páginas aprofundadas aumentam confiança Uma página de serviço que possui apenas três frases oferece poucas informações. Já uma página completa pode explicar: Profundidade demonstra domínio e ajuda SEO. Perguntas difíceis também devem ser respondidas Empresas às vezes evitam falar sobre: Entretanto, essas são justamente algumas das maiores dúvidas dos clientes. Nem sempre é possível fornecer um valor exato, mas é possível explicar fatores que influenciam custo. Transparência ajuda a reduzir insegurança. Mídia paga pode colocar autoridade diante da demanda certa Mesmo o melhor conteúdo possui pouco impacto se ninguém o encontra. Uma estratégia com um consultor de google ads pode colocar páginas comerciais diante de usuários pesquisando ativamente por determinadas soluções. Entretanto, a campanha precisa levar para uma presença digital que sustente a promessa do anúncio. Caso contrário, o clique acontece, mas a confiança não se consolida. Remarketing pode manter a empresa presente durante a decisão Em compras complexas, o usuário pode visitar o site e só entrar em contato dias ou semanas depois. Campanhas de remarketing podem manter a marca presente durante esse intervalo. Isso é particularmente relevante em serviços com ciclo de decisão maior. SEO ajuda a ocupar diferentes momentos da pesquisa Um potencial cliente pode pesquisar: Uma estratégia de conteúdo pode tentar estar presente em vários desses momentos. Essa presença repetida aumenta familiaridade. Busca de marca é um indicador interessante Quando mais pessoas começam a procurar diretamente o nome da empresa, pode existir aumento de reconhecimento. Isso não deve ser analisado isoladamente, mas pode ajudar a acompanhar evolução da marca. Autoridade não significa parecer maior do que realmente é Existe uma diferença importante entre apresentar profissionalmente a empresa e tentar criar uma imagem artificial. Informações verificáveis e específicas são mais fortes do que exageros. Confiança sustentável depende de coerência entre promessa e entrega. A experiência após o contato precisa continuar a percepção Se o site transmite organização, mas o atendimento demora dias para responder, existe uma quebra. A experiência precisa ser consistente entre: Marca é formada por todos esses pontos. Conclusão Autoridade digital não nasce de uma única frase dizendo “somos especialistas”. Ela surge da soma de sinais. Um site bem estruturado, conteúdos aprofundados, cases, prova social, posicionamento claro e presença nas buscas ajudam o potencial cliente a formar uma percepção antes mesmo da primeira conversa. Quando esses elementos trabalham juntos, o processo comercial começa antes do contato — e o vendedor recebe um prospect que já conhece melhor a empresa e possui mais elementos para confiar nela.
Ody Park Resort Hotel comemora 21 anos de histórias, diversão e memórias que atravessam gerações

O Ody Park Resort Hotel comemora 21 anos de uma história construída com muito trabalho, dedicação, sonhos, desafios e, principalmente, momentos que ficaram para sempre na memória de milhares de pessoas. Ao longo dessas duas décadas, o espaço se tornou parte das lembranças de famílias, amigos e visitantes que encontraram ali um lugar para se divertir, descansar e viver experiências especiais. São 21 anos acompanhando histórias de diferentes gerações. Crianças que chegaram pequenas ao Ody Park Resort Hotel e que, com o passar dos anos, voltaram já crescidas, muitas vezes acompanhadas dos próprios filhos. São encontros, férias, aniversários, risadas, aventuras dentro e fora da água e uma infinidade de momentos que ajudaram a construir a identidade do empreendimento. Para o sócio Aldo Melo, chegar a esse momento é motivo de muita emoção e orgulho. “É uma felicidade enorme olhar para esses 21 anos e perceber tudo o que conseguimos construir. Foram muitos desafios, muitas conquistas e, principalmente, muitas histórias. O mais bonito é saber que o Ody Park Resort Hotel passou a fazer parte da vida de tantas pessoas e de tantas famílias. Isso não tem preço”, afirma. A trajetória também é marcada pelo crescimento do Ody Park Resort Hotel, que ganhou novos espaços, novas atrações e passou a oferecer experiências cada vez mais completas aos visitantes. E essa história acaba de ganhar mais um capítulo importante com a inauguração do Complexo Tropical, um novo espaço que chega para acrescentar ainda mais opções e possibilidades aos hóspedes e visitantes. Segundo o sócio Paulo Maulais, o novo complexo representa justamente esse desejo de continuar avançando. “Quando começamos essa história, não imaginávamos que o empreendimento chegaria a uma dimensão tão grande. Hoje, sentimos muito orgulho de tudo o que construímos e estamos muito felizes com o resultado. O Complexo Tropical chega para somar, trazer novidades e mostrar que ainda temos muitos sonhos pela frente”, destaca. Depois de 21 anos de história, o Ody Park Resort Hotel continua olhando para o futuro com a mesma vontade de surpreender e proporcionar bons momentos. A expectativa para a nova temporada é grande, e a equipe já se prepara para receber novamente famílias e grupos de amigos em busca de diversão, descanso e novas experiências. Aldo e Paulo também fazem questão de reconhecer quem ajudou a construir essa trajetória. Funcionários, parceiros e, principalmente, os visitantes fazem parte dessa história. Cada pessoa que passou pelo Ody Park Resort Hotel deixou uma lembrança e, de alguma forma, ajudou a transformar o empreendimento em um lugar que atravessa gerações. Aos 21 anos, o Ody Park Resort Hotel celebra tudo o que já viveu, mas sem perder a ansiedade pelo que ainda está por vir. A expectativa é que essa história continue sendo escrita por muitos e muitos anos, com novas experiências, novas memórias e muitos motivos para comemorar. Afinal, diversão de verdade não tem idade, e as boas memórias nunca saem de moda.
Amil Dental: como escolher um plano odontológico com boa cobertura e custo-benefício

Cuidar da saúde bucal não significa apenas procurar um dentista quando aparece dor. Consultas preventivas, limpezas, diagnóstico precoce, tratamento de cáries, acompanhamento periodontal e outros cuidados podem ajudar a evitar que problemas relativamente simples evoluam para situações mais complexas. É justamente nesse contexto que os planos odontológicos ganham espaço. Quem está pesquisando por Amil dental deve comparar muito mais do que a mensalidade. Rede credenciada, procedimentos incluídos, localização dos dentistas, regras de utilização e necessidades individuais são fatores que determinam quanto valor o plano realmente poderá oferecer. A melhor escolha não é necessariamente a opção com maior quantidade de benefícios anunciados. É aquela cuja cobertura atende aos procedimentos que o beneficiário possui maior probabilidade de utilizar. O que é um plano odontológico? O plano odontológico é uma modalidade de assistência voltada especificamente para serviços relacionados à saúde bucal. A segmentação exclusivamente odontológica regulamentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contempla assistência odontológica dentro das condições contratadas e da cobertura obrigatória aplicável, incluindo consultas, exames, urgências, emergências odontológicas e outros procedimentos previstos no Rol da ANS. Entretanto, isso não significa que todos os planos odontológicos sejam iguais. Produtos diferentes podem apresentar diferenças em aspectos como: Por isso, o nome da operadora é apenas o início da comparação. Por que a saúde bucal merece acompanhamento preventivo? Muitos problemas dentários podem começar de maneira discreta. Uma pequena cárie, inflamação gengival ou alteração em um dente pode inicialmente provocar pouco desconforto. Quando a pessoa adia repetidamente a avaliação, o tratamento necessário posteriormente pode se tornar mais complexo. A prevenção ajuda justamente a mudar essa lógica. Em vez de utilizar atendimento odontológico somente quando existe dor, o paciente passa a manter uma rotina de acompanhamento. Consulta periódica Permite ao cirurgião-dentista avaliar dentes, gengivas e outras estruturas da boca. Limpeza profissional Pode fazer parte da estratégia preventiva conforme avaliação odontológica. Exames Radiografias e outros exames podem ser utilizados quando existe indicação profissional. Diagnóstico precoce Identificar alterações em fases iniciais pode facilitar o planejamento do tratamento. A frequência adequada de acompanhamento deve ser definida individualmente pelo dentista. O que observar na cobertura odontológica? Antes de contratar, procure entender exatamente quais procedimentos fazem parte do produto. A ANS mantém um Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde que estabelece a cobertura assistencial obrigatória de acordo com a segmentação contratada. Para planos odontológicos regulamentados, esse Rol funciona como referência mínima de cobertura nas condições aplicáveis. Além desse mínimo regulatório, determinados produtos podem apresentar coberturas adicionais. Por isso, vale analisar separadamente diferentes grupos de atendimento. Consultas odontológicas Consultas são a base da utilização preventiva. Verifique: Não adianta possuir uma ampla rede em números absolutos se nenhuma opção conveniente estiver próxima da sua rotina. Urgência e emergência odontológica Dor intensa, trauma e determinados problemas bucais podem exigir atendimento rápido. Por isso, antes da contratação, descubra como funciona o atendimento de urgência e emergência. Pergunte: Onde seria atendido se tivesse uma emergência hoje? Se não conseguir responder, ainda precisa conhecer melhor a rede. Radiografias e diagnóstico Algumas situações não podem ser avaliadas apenas visualmente. Exames de imagem podem auxiliar o dentista na investigação de: A cobertura exata deve ser confirmada no produto contratado. Tratamento de cáries e restaurações Restaurações estão entre os procedimentos odontológicos mais conhecidos. Quando existe perda de estrutura dental, o profissional avalia qual tratamento é indicado. É importante verificar quais procedimentos restauradores estão previstos no plano e em quais condições. Tratamento de canal O tratamento endodôntico, conhecido popularmente como tratamento de canal, pode ser necessário quando determinadas estruturas internas do dente são afetadas. Por ser um procedimento potencialmente mais complexo do que uma consulta de rotina, muitos consumidores procuram saber antecipadamente se existe cobertura. Essa informação deve ser confirmada diretamente nas condições do produto. Tratamento da gengiva Saúde gengival também merece atenção. Sangramento frequente, inflamação e outras alterações podem indicar necessidade de avaliação profissional. Dependendo do diagnóstico, podem ser necessários procedimentos relacionados à periodontia. Ao comparar planos, observe como essa área está contemplada. Cirurgias e extrações Determinados dentes podem precisar ser removidos por indicação odontológica. O exemplo mais conhecido é a extração de dentes do siso, embora existam outras situações. Antes da contratação, vale descobrir: Ortodontia exige atenção especial Pessoas que pretendem utilizar aparelho ortodôntico precisam analisar os produtos com cuidado adicional. Nem todo plano odontológico possui exatamente a mesma cobertura para ortodontia. Além disso, diferentes etapas podem ser tratadas de maneiras distintas: Não considere apenas a presença da palavra “ortodontia”. Pergunte exatamente quais etapas estão incluídas. Clareamento dental é sempre coberto? Não necessariamente. Clareamento é um exemplo de procedimento que pode variar conforme o produto. Existem planos e categorias comerciais que podem incluir determinados benefícios estéticos, enquanto outros se concentram nas coberturas odontológicas assistenciais tradicionais. Por isso, quem deseja clareamento deve confirmar especificamente: Esse cuidado evita contratar um plano supondo que qualquer procedimento estético estará contemplado. Próteses também precisam ser analisadas separadamente Próteses odontológicas formam uma categoria ampla. Existem diferentes materiais, técnicas e indicações. Por isso, saber apenas que um plano oferece “prótese” não é suficiente. Pergunte: Quanto mais específico for o tratamento pretendido, mais específica deve ser a verificação contratual. Implante dentário exige atenção ainda maior Implantes odontológicos são frequentemente confundidos com outros tratamentos protéticos. Por isso, nunca presuma que um plano cobre implantes simplesmente porque possui alguma cobertura relacionada a próteses. Implantodontia pode possuir regras próprias e pode não estar incluída em determinados produtos. Se esse é o tratamento que motivou sua pesquisa, verifique diretamente a cobertura antes de contratar. Como analisar a rede credenciada? A qualidade prática de um plano depende muito da rede. Uma maneira simples de avaliá-la é pesquisar cinco situações. Dentista próximo da residência Existe atendimento conveniente perto de casa? Dentista próximo do trabalho Há alternativas que permitam marcar consultas sem grandes deslocamentos? Atendimento emergencial Onde procurar assistência em caso de dor ou trauma? Especialistas Existem profissionais nas áreas de que você provavelmente precisará? Clínicas com exames É possível realizar exames odontológicos sem percorrer grandes distâncias? Essa análise é muito mais relevante do que simplesmente perguntar quantos dentistas existem na
A morte do cashback: por que brasileiros não se acostumaram com o benefício

Um benefício que parecia promissor mas nunca decolou como esperado entre os consumidores Por volta de 2020, o cashback era apontado como o futuro das promoções no e-commerce brasileiro. Fintechs, bancos digitais e marketplaces apostaram pesado na mecânica: compre agora, receba parte do valor de volta depois. A proposta era irresistível — ao menos no papel. Cinco anos depois, o cenário é diferente do projetado. O cashback existe, ainda é relevante em alguns contextos, mas nunca se tornou o mecanismo dominante de fidelização que muitos apostavam. E entender por que isso aconteceu revela muito sobre o comportamento do consumidor brasileiro. O problema do dinheiro no futuro O cashback tem um defeito estrutural que vai contra a psicologia do consumidor brasileiro: o benefício é sempre diferido. Você paga agora — e recebe parte de volta em dias, semanas ou meses, dependendo da plataforma e das condições. Para o brasileiro, acostumado com uma tradição histórica de inflação e instabilidade, o dinheiro no futuro sempre vale menos do que o dinheiro agora. Um desconto imediato de R$ 20 no checkout é percebido como muito mais valioso do que R$ 20 de cashback que vai entrar na conta em 30 dias. Isso não é irracionalidade — é uma resposta racional a décadas de experiência coletiva onde o valor do dinheiro no tempo não podia ser dado como garantido. As complicações operacionais Além da psicologia, o cashback sofreu com complexidade operacional. Regras diferentes para cada plataforma, limites de resgate, validade do saldo, categorias excluídas, períodos de carência — o consumidor que tentava entender se estava realmente ganhando algo com o cashback frequentemente desistia no meio do caminho. Plataformas que simplificaram ao máximo tiveram melhor aceitação. Mas mesmo essas soluções nunca geraram o engajamento que os cupons diretos geram. O que o brasileiro prefere: desconto agora A preferência do consumidor brasileiro é clara e consistente: desconto imediato, no momento da compra, sem condições complicadas. É exatamente o que o Cupom de Descontos entrega — um código que funciona no checkout, sem esperar, sem prazo de carência, sem o diferimento que faz o cashback perder para o desconto direto. Essa preferência comportamental é uma das razões pelas quais plataformas focadas em cupons continuam crescendo enquanto o cashback luta para aumentar seu share de mercado. O desconto que você vê na hora de pagar é tangível. O cashback que vai entrar na carteira digital em 45 dias é abstrato. O futuro do cashback no Brasil O cashback não vai desaparecer — mas provavelmente vai evoluir para formatos mais imediatos e transparentes. Cashback instantâneo via PIX, por exemplo, tem potencial de mudar a percepção do benefício porque elimina o problema do diferimento. Mas até lá, o desconto direto — na forma de cupons, promoções e códigos — segue dominando a preferência do consumidor brasileiro. E o mercado está respondendo a essa preferência com cada vez mais sofisticação, especialmente com o surgimento de plataformas que usam IA para entregar a combinação certa de cupons no momento certo.