Aumento da regulação visa prevenir monopólios e abusos de mercado.
A China reforça a supervisão antitruste em plataformas online para evitar monopólios e proteger consumidores.
A fiscalização antitruste de plataformas online na China ganhou um novo impulso. A SAMR (Administração Estatal de Regulação de Mercado) anunciou um compromisso de intensificar a supervisão, com o objetivo de evitar a formação de monopólios e proteger os direitos dos consumidores. Essa ação surge em um momento em que a competição acirrada no comércio eletrônico tem gerado tensões entre plataformas, comerciantes e usuários.
A evolução da fiscalização antitruste
Em uma coletiva de imprensa realizada em 17 de dezembro de 2025, Fan Lei, chefe do departamento antitruste da SAMR, destacou que a fiscalização se estenderá por três anos, focando em práticas que prejudicam a concorrência. A agência já está conduzindo investigações e entrevistas com operadores de plataformas que abusam de suas posições de mercado, especialmente em relação a acordos de exclusividade e exigências de preços.
As novas Diretrizes de Conformidade Antitruste introduzidas pela SAMR identificam riscos emergentes, como conluio algorítmico, e propõem medidas para que as plataformas possam gerenciar esses riscos. Liu Jian, vice-diretor do departamento, enfatizou que a dinâmica das plataformas online difere significativamente dos mercados tradicionais, com um forte potencial para a formação de monopólios devido à escala e aos efeitos de rede.
Desafios enfrentados pelas plataformas
A pressão sobre as cadeias de suprimentos e a prática de definir regras que favorecem a posição dominante das plataformas têm gerado um ambiente de concorrência desigual. Liu alertou que práticas como exigir que os comerciantes ofereçam o menor preço online podem ser consideradas abusivas. O aumento da fiscalização é uma resposta às preocupações sobre como essas práticas afetam a concorrência leal e os direitos dos consumidores.
Além disso, a conscientização sobre conformidade entre as plataformas ainda é considerada insuficiente. As diretrizes propostas visam não apenas prevenir abusos, mas também fomentar um ambiente onde a concorrência saudável possa prosperar, protegendo tanto comerciantes quanto consumidores.
O futuro da regulação na economia digital
Com a crescente importância do varejo online, a supervisão antitruste se torna cada vez mais crucial. As novas diretrizes da SAMR também abordam a responsabilidade algorítmica, instando as plataformas a realizarem revisões internas de seus algoritmos para identificar comportamentos anticoncorrenciais.
As autoridades chinesas vêm sinalizando um apoio firme a uma supervisão regulatória mais rigorosa. O primeiro-ministro Li Qiang já havia defendido a necessidade de regras mais rigorosas de concorrência e proteção dos direitos do consumidor no setor digital. As medidas propostas visam garantir que o crescimento econômico não ocorra à custa da justiça no mercado, promovendo um modelo de desenvolvimento que beneficie todos os envolvidos na economia digital.
Essa iniciativa é um reflexo das tensões atuais no ecossistema do varejo online e do crescente reconhecimento de que uma regulação eficaz é essencial para o desenvolvimento sustentável do setor. Com as diretrizes em vigor, espera-se que as plataformas ajustem suas práticas, promovendo um ambiente mais equilibrado e competitivo.





