China reage contra tarifa dos EUA e acusa sanção unilateral

País asiático critica imposto americano de 25% sobre produtos ligados ao Irã e reforça oposição a medidas coercitivas

China reage contra tarifa dos EUA e acusa sanção unilateral
Vista do prédio da embaixada chinesa nos EUA em Washington. Foto: Dado Ruvic/Reuters — Foto: Dado Ruvic/Reuters)

China condena tarifa americana de 25% e defende seus interesses contra sanções unilaterais impostas pelos EUA.

China critica nova tarifa americana de 25% contra produtos ligados ao Irã

Em uma resposta oficial divulgada em 13 de janeiro de 2026, o governo da China expressou sua oposição à tarifa americana de 25% aplicada a produtos de países que mantêm comércio com o Irã. A posição da China, manifestada por Liu Pengyu, porta-voz da embaixada chinesa nos EUA, e pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, é clara: não há vencedores em uma guerra tarifária, e a imposição de sanções unilaterais é considerada ilícita.

Impacto econômico e comercial da tarifa americana para a China e Irã

Com a nova tarifa, produtos chineses que entram nos Estados Unidos podem enfrentar um aumento total de impostos que atinge 70%, valor recorde desde maio de 2025, conforme análise do Instituto Peterson para a Economia Internacional. A China é o principal importador dos bens iranianos, especialmente combustíveis fósseis e plásticos, tendo comprado US$ 22,4 bilhões desses produtos em 2022 segundo dados do COMTRADE da ONU. A medida americana ameaça intensificar o impacto econômico na relação comercial entre Pequim e Teerã.

Contexto político por trás da imposição das tarifas americanas

A decisão dos Estados Unidos integra uma estratégia de pressão do presidente Donald Trump contra o regime dos aiatolás iranianos, que enfrentam uma série de protestos internos violentamente reprimidos, com mais de 2 mil mortos conforme ativistas de direitos humanos. A Casa Branca classificou a tarifa como “final e irreversível”, porém não detalhou os mecanismos de cobrança. Trump também encorajou os manifestantes iranianos a persistirem nas ruas, prometendo ajuda, sem explicações específicas.

Reações internacionais e perspectivas para o Oriente Médio

Além da China, a União Europeia está considerando ampliar sanções econômicas contra o Irã em resposta às violações de direitos humanos e ao programa nuclear iraniano. Kaja Kallas, chefe da Política Externa da UE, afirmou que o bloco já mantém sanções abrangentes e avalia novas medidas. A China, por sua vez, defende a não interferência nos assuntos internos de outros países e apela pela promoção da paz e estabilidade na região do Oriente Médio.

Desafios diplomáticos e comerciais futuros entre China e Estados Unidos

A imposição da tarifa americana adiciona tensões às relações comerciais entre China e Estados Unidos, especialmente diante do histórico de disputas tarifárias e políticas protecionistas. O governo chinês reafirma seu compromisso em proteger seus interesses legítimos e em se opor a ameaças e coerções comerciais, destacando que tais medidas prejudicam todas as partes envolvidas e dificultam a cooperação internacional.

A nova tarifa americana contra produtos ligados ao Irã funciona como um ponto de atrito significativo nas relações globais, evidenciando o conflito entre interesses econômicos, estratégias políticas e a busca por estabilidade regional no Oriente Médio.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Dado Ruvic/Reuters)