Bolsonaristas e manifestantes entram em confronto em protesto sobre projeto de lei da dosimetria

Manifestantes e bolsonaristas protagonizaram confronto físico durante ato na USP contra redução das penas aplicadas aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro.
O ato na USP em 8 de janeiro de 2026, que marcou três anos dos ataques golpistas contra os Três Poderes, terminou em confronto físico entre bolsonaristas e manifestantes de grupos de esquerda. O protesto tinha como pauta principal a rejeição ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso para reduzir penas de condenados por envolvimento nos ataques, mas vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Contexto e importância da manifestação na USP
O protesto reuniu movimentos sociais como a Frente Brasil Popular, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Partido dos Trabalhadores (PT), além de entidades acadêmicas como o Centro Acadêmico XI de Agosto. A mobilização buscava repudiar a redução das penas para pessoas condenadas por crimes contra o Estado Democrático de Direito, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A controvérsia em torno do projeto de lei mobiliza amplos setores políticos e sociais, refletindo tensões sobre a preservação da democracia e a responsabilização dos envolvidos nos ataques.
Detalhes do confronto e participação dos bolsonaristas
O ex-deputado estadual Douglas Garcia (União Brasil) e os vereadores Rubinho Nunes e Malcon Mazzucatto (União-SP), ambos bolsonaristas, compareceram ao ato e envolveram-se em altercações com manifestantes. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram momentos de agressão mútua, com Douglas Garcia relatando que agiu em legítima defesa após ter sido atacado. Os envolvidos trocaram socos na entrada da Faculdade de Direito da USP, resultado na interrupção momentânea do evento.
Aspectos do Projeto de Lei da Dosimetria e veto presidencial
O PL da Dosimetria propõe reduzir as penas de condenados por crimes relacionados aos ataques golpistas, contemplando a diminuição para cerca de dois anos em regime fechado para casos como o do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos. O veto integral do presidente Lula, anunciado no mesmo dia do protesto, reafirmou a postura de não conceder privilégios aos acusados de ameaçar a democracia. Lula destacou a importância de continuar a construção da democracia e rejeitou qualquer tentativa de golpe ou ação antidemocrática.
Serviço e segurança
- Local do ato: Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo (USP).
- Data: 8 de janeiro de 2026.
- Grupos organizadores: Frente Brasil Popular, MTST, PT, Prerrogativas, Graúna, Centro Acadêmico XI de Agosto.
- Participantes controversos: Douglas Garcia, Rubinho Nunes, Malcon Mazzucatto (União Brasil).
O evento reforça a necessidade de acompanhamento das manifestações políticas no país, destacando a importância da segurança e do respeito à ordem pública para garantir o direito à livre expressão sem violência. Autoridades e organizadores devem manter diálogo para evitar confrontos futuros.
O episódio na USP simboliza as tensões políticas vividas no Brasil em 2026, no cenário pós-8 de janeiro de 2023, evidenciando o desafio de conciliar diferentes visões políticas em espaços públicos e acadêmicos.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/X





