Cpi do crime organizado convoca ex-servidores do banco central ligados a Vorcaro

A investigação aprova convocações e quebras de sigilo para aprofundar apurações sobre envolvimento com o Banco Master

Cpi do crime organizado convoca ex-servidores do banco central ligados a Vorcaro
Ex-servidores do Banco Central investigados pela CPI do Crime Organizado Foto:

A CPI do Crime Organizado convoca ex-servidores do Banco Central ligados ao Banco Master para aprofundar investigações sobre esquema de consultoria e propinas.

Convocações da CPI do Crime Organizado revelam envolvimento de ex-servidores do Banco Central

A CPI do Crime Organizado aprovou, em 11 de março de 2026, a convocação dos ex-servidores do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, ambos afastados devido à suspeita de ligação com o Banco Master. A investigação se concentra no período em que esses servidores prestaram uma “consultoria informal” à instituição financeira investigada, o que motivou sua exclusão dos cargos por decisão do ministro do STF André Mendonça.

Quebras de sigilo aprovadas para aprofundar investigação sobre o esquema

Além das convocações, a comissão autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de diversas pessoas e empresas relacionadas ao grupo investigado. Entre os alvos está Fabiano Zettel, empresário e cunhado de Vorcaro, preso recentemente, e as empresas Varajo Consultoria, Participações Imobiliárias e King Locação de Veículos, estas últimas suspeitas de serem usadas para pagamento de propinas ao servidor Bellini Santana.

Compra de bens e movimentações financeiras indicam uso de recursos irregulares

A investigação também revelou que Paulo Sérgio Neves de Souza adquiriu imóveis em Guaxupé, Minas Gerais, com valores que indicam movimentações financeiras atípicas, incluindo pagamento em dinheiro vivo. Tais fatos reforçam as suspeitas de uso indevido de informações e benefícios decorrentes da atuação no Banco Central.

A atuação de “A Turma” e as consequências para as investigações

Outro foco da CPI é Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro, integrante do grupo denominado “A Turma” que atuava para intimidar adversários e dificultar investigações. Mourão foi preso e faleceu dias depois, após tentativa de suicídio na sede da Polícia Federal, fato que marcou a complexidade e o grau de tensão das apurações.

Implicações para o sistema financeiro e a fiscalização pública

As descobertas da CPI do Crime Organizado evidenciam falhas graves no controle e na fiscalização do sistema financeiro, especialmente no Banco Central, que teve servidores envolvidos em esquemas ilegais relacionados ao Banco Master. O caso levanta debates sobre a necessidade de reforço na ética e transparência em instituições públicas para evitar novos episódios semelhantes.

O aprofundamento das investigações pela CPI do Crime Organizado sinaliza um esforço para desarticular redes criminosas que utilizam estruturas financeiras e servidores públicos para práticas ilegais. A convocação dos ex-servidores e a aprovação das quebras de sigilo são passos essenciais para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.

Fonte: www.metropoles.com