Reunião no Palácio dos Bandeirantes discute possível ampliação do uso de armas de choque. Capital registra 191 mortes em intervenções policiais até setembro.

A cúpula da Segurança Pública de São Paulo se reúne nesta sexta para rever protocolos da PM em abordagens, especialmente em casos de surto psicológico.
A cúpula da Segurança Pública de São Paulo se reúne nesta sexta-feira (16), no Palácio dos Bandeirantes, para discutir os protocolos da Polícia Militar em abordagens, principalmente a pessoas em aparente surto psicológico.
O encontro contará com a participação do secretário da Segurança Pública Osvaldo Nico Gonçalves, do secretário executivo da pasta, coronel Henguel, e da comandante-geral da Polícia Militar coronel Glauce Anselmo Cavalli. Entre os temas em discussão está a possibilidade de compra de mais armas de choque e ampliar o uso do equipamento.
A reunião será a primeira etapa de uma discussão sobre possíveis mudanças no Procedimento Operacional Padrão (POP), que reúne as normas para orientar a atuação dos policiais em diferentes tipos de ocorrência. A intenção é rever procedimentos em vigor, alguns estabelecidos em 2014, e avaliar formas de modernizar os protocolos e ampliar a preparação dos agentes.
O encontro ocorre após três pessoas morrerem em ocorrências envolvendo policiais militares na capital paulista em menos de 15 dias. Os casos foram registrados na Vila Dionísia, em Moema e no Parque São Domingos.
Segundo dados do Ministério Público de São Paulo, foram registradas 191 mortes decorrentes de intervenções policiais entre janeiro e setembro de 2026, ante 188 no mesmo período de 2025. Esse é o maior número para os nove primeiros meses do ano desde 2020. Em 2022, foram 124 mortes; em 2023, 141; e em 2024, 176.
O secretário Osvaldo Nico Gonçalves atribuiu o aumento à intensificação do trabalho das forças de segurança. De acordo com a secretaria, a alta nos números não significa necessariamente maior letalidade policial.






