Daniel Vorcaro nega apoio político e contesta acusações em depoimento ao STF

Banqueiro afirma não ter recorrido a influências políticas na negociação do Banco Master com BRB e rebate medidas judiciais

Daniel Vorcaro negou apoio político em depoimento sobre investigação de fraude bilionária envolvendo Banco Master e BRB.

Daniel Vorcaro nega apoio político durante depoimento ao STF

Daniel Vorcaro nega apoio político em seu depoimento ao Supremo Tribunal Federal, realizado em 30 de dezembro de 2025, no inquérito que investiga irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de venda para o Banco de Brasília (BRB). O banqueiro afirmou que, se tivesse solicitado influência política, não estaria submetido a medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica. Ele ressalta que sua situação atual é resultado de ações técnicas e decisões judiciais, e não de interferências políticas.

Investigação sobre a negociação entre Banco Master e BRB

A negociação entre o Banco Master e o BRB acompanhada pelo Banco Central enfrentou negativa em setembro de 2025, fator que, segundo Vorcaro, contribuiu para o colapso da operação. A liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro agravou o cenário, refletindo prejuízos além do âmbito pessoal do empresário, atingindo o sistema financeiro como um todo. Vorcaro explicou que as reuniões com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, tiveram caráter técnico e institucional, sem envolvimento político nas decisões.

Papel da Tirreno Consultoria na apuração da fraude financeira

A Tirreno Consultoria está no centro das investigações como possível estrutura usada para emissão de títulos de crédito sem lastro. Vorcaro afirmou desconhecer operações irregulares pela empresa e afirmou que a negociação foi interrompida assim que os problemas foram identificados. A apuração busca esclarecer se a Tirreno funcionou como empresa de fachada para circulação de créditos falsos adquiridos pelo BRB, o que representa um episódio grave no sistema financeiro.

Questionamentos sobre uso dos recursos e benefícios pessoais

Vorcaro respondeu a questionamentos sobre os R$ 16,7 bilhões transferidos pelo BRB ao Banco Master entre julho de 2024 e outubro de 2025, afirmando que os recursos foram empregados nas atividades regulares do banco para honrar resgates de investidores. Ele negou utilização para benefício próprio ou de familiares e descartou envio de recursos ao exterior, além de desmentir possuir imóvel próprio em Miami, mencionando apenas uma locação sem ligação com o caso.

Contexto do processo no Supremo Tribunal Federal e medidas cautelares

O inquérito tramita no STF devido à menção a um deputado federal, o que garante foro privilegiado. Além de Vorcaro e do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, dirigentes do Banco Central depuseram, apontando falhas de governança e ausência de lastro nos créditos investigados. O caso ganhou ampla repercussão com a retirada do sigilo dos depoimentos pelo ministro Dias Toffoli. Daniel Vorcaro mantém sua defesa, negando irregularidades e qualquer envolvimento político que pudesse facilitar a operação.