Advogados afirmam que Monique não agrediu Henry Borel e ressaltam desafios em identificar violência psicológica e relações abusivas

Defesa de Monique Medeiros respeita decisão do júri e destaca dificuldades em identificar violência doméstica e psicológica.
Defesa de Monique Medeiros aborda desafios na identificação da violência doméstica
A defesa de Monique Medeiros divulgou uma nota oficial na madrugada de 4 de junho, após o término do julgamento no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Os advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais destacaram a importância constitucional do Tribunal do Júri e a soberania dos veredictos, ao mesmo tempo em que reafirmaram que Monique não agrediu o filho Henry Borel. Segundo os defensores, o principal erro da ré foi não identificar a tempo a violência doméstica e psicológica que ela e o menino sofriam.
Entendimento da defesa sobre violência psicológica e relações abusivas
Os advogados ressaltaram que o processo convida a sociedade a aprofundar a compreensão sobre fenômenos relacionados à violência doméstica, especialmente a violência psicológica e as relações abusivas. Eles enfatizaram que nem sempre a vítima consegue reconhecer os sinais da violência imediatamente, sobretudo quando está inserida em ciclos complexos de manipulação emocional e dependência afetiva. A defesa sugeriu que a exposição exagerada da mulher como vítima pode dificultar essa percepção.
Contexto do julgamento e decisões do Tribunal do Júri
O julgamento do caso Henry Borel durou 11 dias e terminou com a condenação do ex-vereador Dr. Jairinho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, foi condenada a 1 ano e 4 meses por omissão diante das agressões sofridas pelo filho, mas recebeu perdão judicial e está isenta do cumprimento da pena.
Reflexões sobre o impacto social do caso Henry Borel
A defesa utilizou o caso como um convite à reflexão sobre a necessidade da evolução da compreensão social acerca da violência doméstica e de gênero. O episódio expôs desafios para identificar e agir diante de situações de abuso psicológico, manipulação emocional e omissão. A tragédia envolvendo Henry Borel revela a complexidade das dinâmicas familiares abusivas e a urgência na discussão pública sobre políticas de proteção e prevenção.
Respeito à memória de Henry Borel e às instituições democráticas
No encerramento da nota, os advogados reiteraram respeito à memória do menino Henry Borel, às famílias envolvidas, às instituições democráticas e à decisão do Tribunal do Júri. Destacaram a relevância da participação popular na administração da Justiça e o papel do julgamento na busca por respostas e justiça num caso que mobilizou atenção nacional.







