A disputa entre a prefeitura, moradores e empresários por um imóvel ativo.
A desapropriação de um prédio ativo em Botafogo, que abriga um supermercado e uma academia, gera controvérsia entre a prefeitura e a comunidade local.
Desapropriação de prédio ativo em Botafogo gera polêmica
A desapropriação de um prédio em Botafogo, onde funcionam um supermercado e uma academia, tem provocado intensas reações entre moradores e empresários da região. A prefeitura do Rio, ao publicar um decreto no final de novembro, alegou que a ação visava atender ao interesse público e promover a renovação urbana. Entretanto, a comunidade local contesta essa justificativa, afirmando que o imóvel nunca esteve desocupado e é essencial para o cotidiano dos moradores.
A controvérsia em torno da decisão
A desapropriação foi anunciada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), que afirmou que a Fundação Getulio Vargas (FGV) havia solicitado tal medida. Essa afirmação, no entanto, foi rapidamente desmentida pela própria FGV, que alegou desconhecer o assunto. Recentemente, a fundação voltou a se manifestar, confirmando o interesse em desenvolver um centro de tecnologia e pesquisa em Inteligência Artificial na área, mas sem fornecer detalhes claros sobre o projeto.
A posição dos moradores e empresários
Os moradores expressaram sua indignação em relação à desapropriação, ressaltando a importância do supermercado e da academia para a vida cotidiana da comunidade. Paulo, um dos residentes, afirmou que o local é vital para o atendimento das necessidades da população. A desapropriação, segundo ele, representa uma ameaça à infraestrutura de serviços que já atende a região.
O presidente do Grupo Sendas, proprietário do supermercado, também manifestou sua preocupação. Arthur Sendas Filho destacou que o imóvel sempre esteve ativo e que a decisão da prefeitura não faz sentido, considerando que todos os impostos estão em dia e que o local possui uma função social importante. “Nunca foi abandonado e não há razão para esse ato”, declarou.
Questionamentos legais
O vereador Pedro Duarte (sem partido) já protocolou um requerimento de informações à Prefeitura do Rio, solicitando os critérios utilizados para a desapropriação. Ele questiona a legalidade do uso do instrumento da desapropriação por hasta pública em um imóvel que, segundo os moradores, cumpre sua função social.
A polêmica continua a se desenrolar, com a comunidade buscando formas de contestar a decisão da prefeitura e preservar um espaço que consideram essencial para a região. O futuro do prédio e dos serviços que ele abriga permanece incerto, enquanto a população aguarda respostas da administração municipal.





