Toninho Kalunga defende que a recente decisão é um ato de cuidado.

Toninho Kalunga defende padre Júlio Lancellotti, afirmando que proteção é necessária.
A proteção de Dom Odilo a padre Júlio Lancellotti
Recentemente, a decisão do cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, de restringir a atuação do padre Júlio Lancellotti em redes sociais e transmissões de missas gerou debates intensos. O ex-vereador de Cotia, Toninho Kalunga, que foi ajudado por Lancellotti em sua juventude, manifestou seu apoio ao padre, argumentando que essa medida não é uma perseguição, mas sim uma forma de proteção diante de ameaças reais.
O papel de padre Júlio na sociedade
Padre Júlio Lancellotti é amplamente conhecido por seu trabalho com a população vulnerável em São Paulo. Desde sua juventude, Kalunga viveu na rua e, após ser socorrido e orientado pelo padre, conseguiu mudar sua trajetória de vida. O religioso se tornou uma figura emblemática, defendendo os direitos dos empobrecidos e se opondo a injustiças sociais.
Kalunga argumenta que, embora a decisão de Dom Odilo possa parecer uma censura, na verdade ela é um ato de cuidado, considerando os riscos enfrentados por Lancellotti. Ele menciona que a paróquia de São Miguel Arcanjo, onde o padre atua, está sob auditoria financeira devido a irregularidades, o que poderia expor Lancellotti a ainda mais conflitos e desafios.
A carta de apoio
Em sua carta aberta, Kalunga enfatiza que a proteção de Lancellotti é crucial para preservar sua integridade e continuidade de sua missão. Ele destaca que a verdadeira perseguição não vem da Igreja, mas de forças externas que buscam desestabilizar o trabalho pastoral e a imagem do padre. A carta ressalta a necessidade de um ambiente seguro para aqueles que se dedicam a causas sociais, como o padre Júlio.
Kalunga conclui que Dom Odilo não está questionando a fé ou a missão de Lancellotti, mas agindo como um líder que compreende os perigos que o cercam, especialmente em um contexto onde as redes sociais podem ser um campo de batalha repleto de hostilidade. Para ele, a Igreja não precisa de mártires, mas de pastores que cuidem e protejam seus membros.
A situação em torno de padre Júlio Lancellotti reflete um debate mais amplo sobre a segurança de líderes religiosos e a crítica política que muitos enfrentam, especialmente aqueles que atuam em defesa dos marginalizados. A defesa de Kalunga é um lembrete poderoso da importância de proteger aqueles que se dedicam ao bem-estar dos outros, mesmo diante de adversidades.
Fonte: redir.folha.com.br
Fonte: Mônica Bergamo





