Presidente dos EUA rejeita projeção de que preços só voltarão aos níveis pré-guerra com Irã em 2027

Donald Trump negou a previsão de seu secretário de Energia sobre preços da gasolina, afirmando que eles cairão após o conflito no Oriente Médio.
Donald Trump contesta previsão do secretário de Energia sobre preços da gasolina
Em entrevista concedida em 20 de abril de 2026, o presidente Donald Trump afirmou que os preços da gasolina vão cair “assim que isso terminar”, referindo-se ao conflito no Oriente Médio, desmentindo a estimativa feita pelo secretário de Energia, Chris Wright. Wright havia alertado que os valores do combustível podem não retornar aos níveis pré-guerra com o Irã até 2027, mesmo com uma possível abertura do Estreito de Ormuz. Trump, por outro lado, expressou forte otimismo quanto a uma queda mais rápida nos preços da gasolina.
Impacto do conflito EUA-Irã nos preços internacionais do petróleo e gasolina
O cenário geopolítico envolvendo os Estados Unidos e o Irã tem influenciado significativamente a cotação do petróleo, principal insumo para a gasolina. Com ataques e bloqueios no Estreito de Ormuz, importante rota de transporte de petróleo, o preço do barril Brent subiu para 94,81 dólares, refletindo a apreensão dos mercados diante da instabilidade. Essa valorização do petróleo impacta diretamente os preços da gasolina nos EUA, que passaram de cerca de US$ 2,75 para mais de US$ 4,09 por galão em pouco tempo, segundo dados da Associação Automobilística Americana.
Divergências internas na administração americana sobre a gestão dos preços da gasolina
A discordância entre Trump e seu secretário de Energia evidencia tensões internas quanto à abordagem para a crise energética. Enquanto Wright adota uma postura mais cautelosa, sinalizando que a normalização dos preços será gradual e dependente da estabilização da região, Trump privilegia um discurso de retorno rápido à normalidade, o que pode influenciar percepções políticas e eleitorais, especialmente num contexto em que uma pesquisa nacional aponta que 65% dos eleitores responsabilizam Trump pelo aumento dos preços da gasolina.
Negociações diplomáticas e bloqueio naval dificultam resolução do conflito
Em meio às tensões, o Irã descartou novas negociações com os EUA antes do fim da trégua, acusando Washington de violar acordos. Apesar disso, autoridades americanas e iranianas planejavam uma rodada de negociações em Islamabad, no Paquistão, que agora enfrenta dúvidas devido à apreensão de um navio iraniano. Essas dificuldades diplomáticas dificultam a restauração da estabilidade regional e, consequentemente, a normalização dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Consequências políticas internas da alta nos preços da gasolina para o governo Trump
O aumento dos preços da gasolina representa um desafio político para Donald Trump, que enfrenta críticas crescentes da opinião pública. A percepção negativa entre eleitores pode afetar sua popularidade e capacidade de implementar políticas econômicas. A divergência com o secretário de Energia também expõe fragilidades na comunicação da administração sobre um tema sensível para os consumidores e o mercado.
Esses fatores evidenciam a complexidade do cenário envolvendo preços da gasolina nos EUA, marcado por conflitos internacionais, negociações diplomáticas incertas e desafios políticos internos, nos quais a política energética se torna um ponto central para o futuro próximo do país.





