Ministro da Fazenda afirma que déficit primário caiu de 2% do PIB em 2023 para projeção de 0,6% em 2026.

Ministro da Fazenda afirma que o Brasil adotou a política fiscal correta e destaca queda no déficit primário e aprovação do novo arcabouço fiscal.
O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou em artigo de opinião publicado na revista The Economist que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou a “política fiscal correta para o Brasil” e está focado na consolidação das contas públicas.
Durigan declarou que quando Lula retornou ao poder em janeiro de 2023, “o Brasil estava no abismo” e com “a democracia em risco”. O ministro criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), citando a alta do endividamento das famílias, o crescimento da fome, o desemprego médio de 12% e o manejo da pandemia de covid-19.
Segundo Durigan, o País tem combinado níveis historicamente baixos de inflação e desemprego. O ministro também destacou que o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) e registrou ganhos reais no salário mínimo e na renda média da população.
Em relação à gestão das contas públicas, Durigan argumentou que os avanços sociais ocorreram em paralelo ao ajuste fiscal. O ministro informou que o déficit primário caiu de pouco mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 para uma projeção de 0,6% do PIB em 2026.
Durigan ressaltou a aprovação do novo arcabouço fiscal em 2023, que manteve os gastos primários em cerca de 19% do PIB e abriu caminho para superávits futuros na proposta orçamentária de 2027. Segundo o ministro, a medida ajudou a “reduzir a pressão sobre a curva de juros dos títulos brasileiros”. O titular da Fazenda afirmou que a postura fiscal teve impacto neutro na dívida pública desde 2024, o que garantiu elevações de nota de crédito pelas agências de risco e queda relevante no risco de calote do País.
Durigan destacou ainda a articulação com o Congresso Nacional para aprovação de mais de 80 medidas econômicas e o bloqueio de projetos que aumentariam despesas. O ministro mencionou propostas para incentivar a presença de mulheres no mercado de trabalho, a capacitação profissional voltada para inteligência artificial e a consolidação de leis relativas a data centers, minerais críticos e transição energética.






