Investimento de R$ 2,1 milhões viabiliza sistema inovador em 20 propriedades rurais do Paraná

Com investimento de R$ 2,1 milhões, o Paraná inicia projeto pioneiro de agricultura de precisão em 20 propriedades rurais.
Confira a programação completa e detalhes do projeto pioneiro de agricultura de precisão
O projeto pioneiro de agricultura de precisão anunciado pelo Governo do Estado do Paraná prevê a implantação de um sistema piloto em aproximadamente 20 propriedades rurais localizadas nas regiões Norte e Oeste do estado. O investimento oficializado no dia 10 de fevereiro de 2026 totaliza R$ 2,1 milhões e foi apresentado durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel.
Este sistema inovador possibilitará o monitoramento de máquinas agrícolas via telemetria, além da instalação de sensores para a coleta detalhada de dados agronômicos, ambientais e operacionais. O projeto terá duração de 27 meses e representa um marco na modernização do setor agrícola paranaense.
Desenvolvimento tecnológico e capacitação para pequenos e médios produtores rurais
A iniciativa está estruturada para ir além do desenvolvimento tecnológico. Prevê a criação de vitrines tecnológicas para demonstração das soluções implementadas, assim como a realização de eventos e treinamentos destinados à capacitação de produtores, técnicos, pesquisadores e estudantes. Essa abordagem busca ampliar o acesso e a disseminação do conhecimento relacionado à agricultura de precisão.
Alex Canziani, secretário da Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, destacou que o projeto consolida o compromisso do Estado em levar tecnologia de ponta para quem mais precisa, democratizando a inovação e possibilitando que pequenos e médios produtores tenham acesso a ferramentas de inteligência artificial antes restritas a grandes grupos.
Parcerias estratégicas nacionais e internacionais impulsionam o projeto CIA-Agro
O projeto “CIA-Agro – Módulo Paraná” é resultado da articulação entre a Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), com execução da Fundação Araucária e coordenação técnica do Centro de Inteligência Artificial no Agro da Universidade Estadual de Londrina (CIA-Agro/UEL).
Trata-se de uma cooperação técnica internacional entre Brasil e Japão, realizada com o apoio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), inserida numa rede nacional que organiza e analisa dados agrícolas por meio de sensores e plataformas digitais.
Além disso, o projeto conta com uma rede robusta de parceiros, como unidades da Embrapa especializadas em Soja, Agricultura Digital e Instrumentação, a UTFPR, IDR-Paraná, Fundação ABC, cooperativas Integrada, C.Vale e Lar, além do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Modelo colaborativo em rede estimula inovação e legado científico
Luiz Márcio Spinosa, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, ressaltou que o diferencial do projeto está no modelo de colaboração em rede, estruturado como um Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI). Esse formato organiza pesquisadores em redes colaborativas para responder rapidamente às demandas reais do agronegócio paranaense.
O CIA-Agro, atuando como unidade técnica e científica, representa uma solução sociotécnica que alia pesquisa e setor produtivo para gerar respostas eficazes aos desafios do campo, criando um legado de conhecimento que fortalecerá a universidade e o Estado.
Impactos esperados para o agronegócio paranaense e perspectivas futuras
Ao integrar tecnologias digitais avançadas com capacitação e cooperação internacional, o projeto pioneiro de agricultura de precisão tem potencial para transformar a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio local. O monitoramento em tempo real e a análise estratégica de dados permitirão a otimização do uso de máquinas e insumos, contribuindo para a eficiência operacional e redução de custos.
Essa iniciativa representa um passo significativo na modernização do campo, destacando o Paraná como referência em inovação agrícola. A expectativa é que o projeto sirva de modelo para futuras expansões e incorporação de práticas de agricultura digital em outras regiões, fortalecendo a competitividade do setor rural brasileiro.





