Presidente de associação do setor acusa governo Trump de protecionismo ao reduzir cotas de importação de açúcar e pressionar para exportações de biocombustível norte-americano sem reciprocidade comercial

Entidade setorial acusa governo dos EUA de protecionismo ao reduzir cotas para açúcar e tentar exportar etanol sem contrapartidas comerciais para o Brasil.
Protecionismo que prejudica açúcar brasileiro
A administração Trump reforça barreiras contra importações de açúcar, reduzindo cotas que garantem acesso ao mercado norte-americano. Essa estratégia impacta diretamente os produtores brasileiros, que historicamente dependem dessas exportações para manter a rentabilidade das operações e investimentos no setor.
A medida contradiz os princípios de livre comércio frequentemente defendidos pela Casa Branca em outros contextos, revelando uma seletividade que beneficia produtores domésticos norte-americanos às custas de parceiros comerciais.
Pressão por etanol sem reciprocidade
Paralelamente, os EUA insistem em facilidades para exportar etanol de milho ao Brasil, sem oferecer contrapartidas equivalentes. Esse desequilíbrio nas negociações comerciais prejudica a indústria de biocombustíveis brasileira, que possui tecnologia consolidada e custos competitivos.
A estratégia busca abrir mercados externos enquanto fecha as próprias portas, criando uma dinâmica assimétrica nas relações bilaterais.
Conflito nas negociações bilaterais
Líderes setoriais acusam Washington de duplo padrão: protecionismo quando os interesses domésticos estão em jogo, mas exigências de liberalização quando se trata de produtos norte-americanos. Essa inconsistência mina a confiança nas futuras negociações comerciais entre os países.
Impacto econômico regional
Regiões produtoras de cana-de-açúcar enfrentam pressões significativas. Reduzir cotas de exportação diminui a demanda externa e comprime margens de lucro, afetando empregos e investimentos em infraestrutura agroindustrial nas principais zonas produtoras do país.
Perspectivas para o setor
A entidade setorial sinalizou que continuará denunciando essas práticas em foros multilaterais e diplomáticos. A resposta brasileira deve considerar retaliações comerciais seletivas que protejam a indústria doméstica sem prejudicar exportações para outros mercados estratégicos.





