Presidente do Supremo elogia Justiça Eleitoral em meio a decisões opostas que afetam debate presidencial desta noite

Presidente do STF defende preservação dos valores democráticos e convoca eleitores a votarem com confiança nas instituições
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu respeito mútuo nas eleições de 2026 em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (1º de outubro).
Fachin elogiou o “empenho incansável” da Justiça Eleitoral e convocou os eleitores a participarem do pleito com “consciência e confiança nas instituições”. De acordo com a nota, o ministro defendeu a preservação dos valores democráticos no processo eleitoral.
“O respeito mútuo e a preservação dos valores democráticos fazem parte da nossa cultura cívica. O voto é a expressão máxima da cidadania e a garantia de que a vontade popular define o futuro do Brasil. Isso só é possível graças ao empenho incansável da Justiça Eleitoral brasileira.”
Segundo Fachin, “a democracia é um patrimônio coletivo” e “preservá-la e fortalecê-la é dever de todas e de todos nós”. O presidente da Corte ressaltou que os servidores da Justiça Eleitoral atuam com “rigor técnico e dedicação, garantem um processo eleitoral seguro e transparente em todo o território nacional”.
A manifestação de Fachin surge em meio a uma crise institucional entre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nos últimos dias, ministros dos dois órgãos emitiram decisões opostas que impactaram o debate presidencial agendado para a noite de quinta-feira na TV Globo.
Nesta noite, a ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a TV Globo de exibir um púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate. A decisão também impede que a emissora formule perguntas direcionadas ao mandatário.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do petista no pleito, desistiu do debate em razão da “censura imposta ao evento pelo TSE“.
Em outra decisão emitida na mesma noite, o ministro Gilmar Mendes ordenou que a Globo inclua o presidenciável Renan Santos, do Missão, no debate. A determinação conflita com a decisão anterior do TSE, criando impasse sobre os critérios de participação no evento.







