A escassez de água em meio ao calor recorde gera descontentamento.
Moradores de São Paulo e Osasco enfrentam falta de água em meio ao calor recorde de dezembro.
Em meio a um calor histórico, que atingiu 35,9 ºC na quinta-feira (25), a falta de água em São Paulo e Osasco tem gerado descontentamento entre os moradores. O desabastecimento é especialmente crítico em bairros como Quintaúna, onde residentes estão sem água desde terça-feira (23).
Impacto do calor no abastecimento de água
A alta nas temperaturas fez com que o consumo de água na região metropolitana aumentasse em cerca de 60%. Dados da Sabesp indicam que, entre 14 e 20 de dezembro, a produção de água foi de aproximadamente 66 mil litros por segundo. Na véspera de Natal, esse número subiu para 72 mil litros por segundo, mesmo com a diminuição da população nas cidades devido às festividades.
Reações da população
Moradores de diversas áreas, incluindo as Zonas Sul, Norte, Oeste e Leste, têm reclamado da falta de água. Na Chácara Santana, por exemplo, já são sete dias sem abastecimento. A situação tem levado muitos a comprar água engarrafada para necessidades básicas, como cozinhar e beber. A falta de resposta da Sabesp às reclamações tem agravado a insatisfação.
Medidas da Sabesp e planos futuros
A Sabesp recomenda que a população utilize a água de forma consciente e evite desperdícios. Em resposta à atual crise, a empresa anunciou um plano de contingência em agosto, prevendo medidas como a redução da pressão nos encanamentos e, se necessário, rodízio de água em cenários críticos. Desde sua desestatização em 2024, a companhia investiu R$ 1 bilhão em melhorias, incluindo a troca de tubulações e combate a fraudes, com a meta de reduzir as perdas totais, atualmente em 29,40%.
A situação atual evidencia a urgência de soluções duradouras para garantir o abastecimento de água na Grande São Paulo, especialmente em períodos de calor extremo.





