Brasil se prepara para receber um novo fluxo de venezuelanos em busca de refúgio.
Após o ataque dos EUA à Venezuela, Boa Vista registra longas filas de migrantes em busca de regularização.
A cidade de Boa Vista, capital de Roraima, enfrenta um desafio crescente com a migração venezuelana após os recentes ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela. A Operação Acolhida, que é responsável pelo acolhimento e interiorização de migrantes, registrou uma longa fila de pessoas no Posto de Triagem (PTrig) na zona Sul da cidade, onde muitos buscam regularizar sua situação.
Cenário de crise e aumento da migração
Os ataques dos EUA no último sábado (3) culminaram na captura do presidente Nicolás Maduro, o que gerou um aumento na tensão política e humanitária na Venezuela. A consequência imediata foi um fluxo de venezuelanos em busca de refúgio e melhores condições de vida no Brasil.
O PTrig é o local onde os migrantes solicitam refúgio, residência temporária, CPF, carteira de trabalho e vacinação. Com um número elevado de chegadas, o fluxo de atendimento no local tem se tornado um desafio.
Expectativa de atendimento e regularização
Em uma visita ao PTrig, foi possível observar dezenas de migrantes aguardando atendimento. O tenente-coronel Manoel Magno Lopes, da Operação Acolhida, comentou que o movimento é normal para uma segunda-feira, considerando que não há atendimentos nos fins de semana. Apesar da grande fila, ele classificou a situação atual como “baixa”.
A cabeleireira Aranza Velasquez, que chegou a Boa Vista no início de dezembro, é um dos rostos que ilustram essa nova onda migratória. Ela busca regularizar sua documentação e descreve a situação na Venezuela como um “momento de mudança”.
Outro migrante, Manuel Garcia, de 69 anos, que vende pastas para documentos em frente ao PTrig, expressou sua gratidão pela ajuda recebida no Brasil, destacando a dificuldade enfrentada no seu país natal.
Desafios contínuos para os migrantes
Enquanto isso, Lilibe Bassante, que vive em Boa Vista há seis meses, retornou ao PTrig para renovar documentos. Ela ressaltou a importância de ter acesso a serviços básicos e oportunidades, especialmente considerando que tem um filho com deficiência.
O Exército reabriu os atendimentos em Pacaraima, cidade que faz fronteira com a Venezuela, e a movimentação está sendo monitorada pelos agentes das Forças Armadas. Com cerca de 200 militares atuando na região, a expectativa é que o fluxo de migrantes continue a ser um tema central nas próximas semanas.
Conclusão
A situação na fronteira entre Brasil e Venezuela é delicada, e a resposta do governo brasileiro e das organizações envolvidas será crucial para garantir a segurança e o bem-estar dos migrantes. A Operação Acolhida segue como um pilar fundamental nesse processo, oferecendo suporte em um momento em que a necessidade de acolhimento é mais urgente do que nunca.





