Agência de rating estima crescimento de 1,4% do PIB no próximo ano e Selic em 11,75%, com juros elevados limitando consumo

Fitch Ratings prevê política fiscal mais rígida no Brasil em 2027, independentemente do resultado das eleições presidenciais deste mês.
A Fitch Ratings previu nesta quarta-feira uma política fiscal mais rígida no Brasil em 2027, independentemente do resultado da eleição presidencial marcada para o próximo domingo.
Segundo a agência de classificação de risco de crédito, o aperto das contas públicas e o juro elevado pesarão sobre a atividade econômica brasileira. A Fitch justificou essa expectativa citando o déficit orçamentário do país, que já está acima de 8% do PIB, e a relação dívida/PIB, que supera 80%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no domingo.
A agência estima que o Produto Interno Bruto do país cresça 1,9% este ano e 1,4% em 2027. Conforme a Fitch, a taxa Selic, atualmente em 13,75%, deve chegar ao final do próximo ano em 11,75%.
“A taxa de juros poderia cair mais rapidamente em caso de um ajuste fiscal significativo, o que também poderia pressionar para baixo os juros de prazo mais longo”, afirmou a Fitch. A agência ressaltou que o Banco Central ainda deverá manter os juros reais elevados em meio a expectativas de inflação elevadas e à persistência da inflação de serviços.
Segundo a instituição, essa condição manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida e limitará o consumo das famílias, o investimento das empresas e o crescimento do crédito, mesmo com a queda dos juros nominais.
A Fitch é uma das três principais agências de classificação de risco de crédito do mundo e suas avaliações influenciam decisões de investidores globais sobre o Brasil.






