Após cancelamento do confronto, candidato do PL critica indicação da ministra do TSE Estela Aranha, nomeada pelo presidente em 2025

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o presidente Lula usou magistrados para impor censura ao debate presidencial cancelado nesta quinta-feira (1º).
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar “amigos” no Poder Judiciário para censurar o debate presidencial cancelado nesta quinta-feira (1º), durante transmissão ao vivo realizada após o evento não ocorrer.
“É inadmissível o que está acontecendo. É o voto da revolta. Fugiu do debate, covarde. Quero debater com você, Lula. Usou seus amigos no Judiciário para impor a censura no debate”, declarou Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro foi o primeiro candidato a desistir de participar do confronto após a decisão da ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Estela Aranha, que proibiu a emissora transmissora de colocar uma cadeira vazia no lugar reservado ao presidente.
Após a decisão da ministra, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes determinou que o candidato do Missão Renan Santos participasse do debate, embora não tivesse sido convidado originalmente.
Segundo Flávio Bolsonaro, o presidente criou “um sistema” para escolher magistrados que tomariam decisões favoráveis. “Essa ministra do TSE que deu a decisão é indicada por ele. Criaram um sistema, uma fraude, para escolher os ministros que vão tomar as decisões a favor do Lula. Isso tudo é desespero. Eles sabem que a eleição vai acabar domingo”, argumentou o candidato.
Conforme informações disponíveis, Estela Aranha é formada em direito pela USP e foi indicada ao cargo pelo presidente da República no ano passado, tendo tomado posse em 1º de agosto de 2025. Antes de integrar a Justiça Eleitoral, atuou como Secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sob comando do atual ministro do STF Flávio Dino.







