Senador planeja usar governadores e deputados em estados-chave como Minas Gerais e Paraná antes de votação em 25 de outubro

Senador Flávio Bolsonaro pretende usar Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira em campanha presidencial antes de votação em 25 de outubro, segundo apuração.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) pretende mobilizar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o deputado Nikolas Ferreira (PL) na campanha presidencial do segundo turno, segundo apuração após a votação de 4 de outubro.
O planejamento busca ampliar a presença no Sudeste e usar lideranças estaduais fora dos próprios redutos, com o Paraná entre os estados considerados pela campanha.
A campanha considera Minas Gerais como uma área que preocupa os estrategistas. Aliados esperam que Nikolas e Cleitinho (Republicanos) reforcem a mobilização no estado. A expectativa atribuída aos aliados não equivale a um compromisso público de Cleitinho nem a uma agenda confirmada.
Tarcísio, cuja reeleição em São Paulo já foi confirmada, é tratado como liderança que poderia atuar em outros estados, de acordo com informações da campanha. A equipe analisa os resultados eleitorais para decidir sobre as viagens.
A disponibilidade de um governador com disputa estadual encerrada representa uma novidade no planejamento de campanha relatado após a votação. O valor eleitoral dessa mobilização dependerá da atuação efetiva dos aliados; o resultado de uma eleição estadual não mede transferência automática de votos para a disputa presidencial.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou em 5 de outubro a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O comunicado foi publicado às 0h29, usando dados da apuração às 0h11, com 99,99% das urnas computadas. A segunda votação ocorrerá em 25 de outubro.
Para o Paraná, a questão em aberto é quais lideranças efetivamente participarão da campanha e com quais compromissos públicos. O relato de intenção de viagem não autoriza anunciar visita marcada, local de evento ou adesão ainda não declarada por qualquer aliado.
O próximo passo envolve a confirmação das agendas de campanha e dos apoios públicos dos envolvidos até a data da votação.







