Pesquisas mostram empate técnico no segundo turno; PL acredita em eleitores que recusam responder sondagens

PL e PT fazem estratégias distintas para as últimas horas antes da eleição. Flávio aposta no voto silencioso de eleitores bolsonaristas; Lula conta com mobilizações em ruas e redes sociais.
O PL e o PT traçam estratégias distintas para as últimas horas da campanha presidencial no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As principais pesquisas de intenções de voto mostram empate técnico entre os dois candidatos.
No entorno de Flávio, a avaliação é de que o senador terá nas urnas o acréscimo do voto “silencioso”, segundo fontes da campanha. A estratégia se baseia na ideia de que os institutos de pesquisa falham em captar parte da direita, especialmente o eleitor bolsonarista que se recusa a responder sondagens.
Os institutos admitem o fenômeno, mas pontuam que no segundo turno suas “fotografias” são mais assertivas, de acordo com fontes do PL. No primeiro debate presidencial, em suas considerações finais, Flávio se direcionou a este eleitor específico.
“Pode votar com tranquilidade porque o voto é secreto; você pode ir e votar Flávio Bolsonaro para presidente que ninguém vai ficar sabendo.”
No primeiro turno, as intenções de voto de Flávio avançaram na reta final. O senador apareceu nas urnas à frente de Lula, com 47,03% contra 45,16%, embora os institutos tradicionais indicassem liderança do petista.
Já a campanha do presidente e candidato à reeleição aposta que dessa vez a “onda” da reta final será pró-Lula. Auxiliares do mandatário conferem a previsão a mobilizações de rua e especialmente nas redes sociais, impulsionadas pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) e seu canal “Exército do Lula”.
O parlamentar mineiro reúne nove milhões de usuários em canal no WhatsApp e planeja transmissão ao vivo nas horas que antecedem o pleito. O entorno de Lula admite nos bastidores que a resiliência do candidato no segundo turno se deve especialmente a fatores externos à campanha, como o canal e mobilizações “orgânicas” de rua.
A expectativa no QG de Lula é de que essa “onda” possa levar às urnas o eleitor que escolhe o petista e não foi votar no primeiro turno. A campanha admite que a chance de uma virada passa necessariamente por uma redução significativa no índice de abstenção do pleito, além da conversão de brancos e nulos.







