G1 explica de onde vem o dinheiro das campanhas políticas em 2026

Fundo Eleitoral vai distribuir R$ 4,9 bilhões de recursos públicos aos partidos neste ano

G1 explica de onde vem o dinheiro das campanhas políticas em 2026
Deputados em plenário durante análise de projeto de reforma política sobre distribuição de recursos do fundo eleitoral. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Nas eleições de 2026, quase R$ 5 bilhões financiarão as campanhas políticas no Brasil. A principal fonte é o Fundo Eleitoral, com R$ 4,9 bilhões de recursos públicos.

Quase R$ 5 bilhões vão financiar as campanhas políticas nas eleições de 2026 no Brasil. Desses recursos saem investimentos em comícios, produção de materiais de campanha, publicidade eleitoral e outras despesas dos candidatos.

A principal fonte é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral. Neste ano, serão R$ 4,9 bilhões de recursos públicos, retirados do Orçamento da União e repassados aos partidos.

A divisão dos recursos não é igual entre todas as legendas. Apenas 2% do fundo são repartidos em partes iguais. Os outros 98% seguem critérios de desempenho eleitoral e tamanho das bancadas, distribuídos da seguinte forma: 35% conforme os votos recebidos na última eleição para a Câmara dos Deputados, 48% pelo número de deputados federais eleitos e 15% de acordo com a representação no Senado.

As três maiores legendas concentram a maior parcela do financiamento. PL, PT e União Brasil, juntos, recebem quase 40% de todo o fundo eleitoral em 2026.

O Fundo Eleitoral não é a única fonte de financiamento para as campanhas. Existe também o Fundo Partidário, de R$ 1,43 bilhão, repassado aos partidos em parcelas ao longo do ano. Essa é uma série de 50 vídeos publicados para explicar os principais temas das eleições de 2026, abordando como funcionam pesquisas, o papel dos cargos em disputa, o funcionamento do Congresso e orientações práticas para votar. A série também aborda o impacto das novas tecnologias nas campanhas, como inteligência artificial, deepfakes e o papel de influenciadores digitais.