Gilmar Mendes critica novamente delegados em gabinetes do STF

Decano argumenta que cessão de policiais como assessores confunde as funções institucionais

Gilmar Mendes critica novamente delegados em gabinetes do STF
Ministro Gilmar Mendes durante sessão no plenário do STF

O decano do Supremo Tribunal Federal retoma crítica sobre a presença de policiais nos gabinetes da Corte e defende proibição de cessões

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, criticou novamente a presença de delegados de polícia como assessores nos gabinetes da Corte.

Segundo o ministro, a cessão de policiais para trabalhar como colaboradores em gabinetes do STF confunde as funções institucionais e prejudica a clareza das responsabilidades.

Gilmar argumentou que a prática cria sobreposição de competências entre o Poder Judiciário e os órgãos de segurança pública, comprometendo a autonomia de cada instituição.

O decano retomou sua proposta para proibir formalmente as cessões de servidores policiais ao Supremo. De acordo com Gilmar, a medida é fundamental para manter a separação entre as funções e evitar conflitos administrativos.

A questão não é a primeira vez que o ministro traz à discussão. Gilmar já havia manifestado preocupação com o tema em ocasiões anteriores, ressaltando que o tribunal deve contar com colaboradores cuja formação e atribuições estejam alinhadas com as funções jurisdicionais.

A proposta do ministro prevê que apenas servidores com perfil administrativo ou jurídico possam atuar nos gabinetes do STF, garantindo coerência entre as atividades exercidas e a natureza das funções judiciais.

Segundo Gilmar, a medida contribuiria para reforçar a imagem institucional do Supremo e eliminaria ambiguidades que podem surgir da presença de agentes policiais dentro da estrutura da Corte.