Ministério da Justiça reporta dez mortes, sendo três indígenas, e concentra investigações na esfera federal com participação da PF

Governo federal acompanha investigação de 45 casos de violência política desde sábado (24) até terça-feira (27). Dez mortes foram contabilizadas.
O governo federal acompanha a investigação de 45 casos de violência política registrados entre sábado (24) e terça-feira (27), conforme divulgado nesta quarta-feira (28) em coletiva de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública. De acordo com o comunicado do órgão, dez pessoas morreram, sendo três indígenas.
Entre os crimes investigados estão abuso de autoridade, lesão corporal, homicídios, agressões físicas, ataques com objetos, disparos e atropelamento. O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou em coletiva que a violência política não cabe no regime democrático.
“Isso não cabe na democracia. Isso é próprio de barbárie. Isso não pode ficar impune e não ficará impune”, declarou Boulos.
Os crimes suspeitos foram registrados principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, segundo informações do Ministério da Justiça.
As investigações serão concentradas em âmbito federal, com a participação da Polícia Federal nos inquéritos e apuração centralizada no Ministério Público Federal, conforme comunicado do órgão. O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ademar Borges, citou ainda casos de assédio eleitoral no trabalho e violência no ambiente digital envolvendo intolerância política.
Segundo Borges, o governo está monitorando o cumprimento por parte das plataformas de redes sociais das exigências definidas no Marco Civil da Internet. A legislação estabelece que as plataformas removam do ar postagens criminosas sem necessidade de notificação, sob pena de responsabilização.
Sobre os casos de abuso de autoridade e abuso policial, o governo afirmou que aguardará a conclusão das investigações internas nas corregedorias policiais responsáveis. Conforme comunicado, o governo federal enviou ofícios aos órgãos informando que acompanhará o trabalho de apuração.







