Milho reage em Chicago e fecha acima de US$ 4,50 após perdas recentes

Contrato dezembro avançou 0,67% nesta quarta-feira, mas oferta americana elevada continua limitando otimismo do mercado

Milho reage em Chicago e fecha acima de US$ 4,50 após perdas recentes
Milho reage após perdas recentes em Chicago

Os futuros de milho encerraram em alta na CBOT nesta quarta-feira, interrompendo sequência recente de desvalorizações. Dezembro supera US$ 4,50 por bushel.

Os futuros de milho encerraram em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (28), interrompendo a sequência recente de perdas. O contrato dezembro voltou a superar a marca de US$ 4,50 por bushel, em movimento de recuperação após desvalorizações acumuladas nas últimas semanas.

O dezembro/26 fechou cotado a US$ 4,5175 por bushel, com valorização de 3 cents, equivalente a 0,67%. O março/27 avançou 2,25 cents, encerrando a US$ 4,6500, enquanto o maio/27 ganhou 1,50 cent e terminou negociado a US$ 4,7275. O julho/27 apresentou alta de 1 cent, fechando a US$ 4,7900 por bushel.

Durante a manhã, a recuperação foi mais expressiva. Por volta das 12h02 (horário de Brasília), o dezembro/26 avançava 5,50 cents, negociado a US$ 4,5425. O contrato devolveu parte dos ganhos antes do encerramento, mas conseguiu preservar o resultado positivo depois de ter fechado a terça-feira (27) a US$ 4,4875 por bushel, com queda de 1,37%.

O movimento representa uma reação ainda limitada diante da trajetória recente. Na semana encerrada em 23 de outubro, o dezembro havia acumulado desvalorização de 3,85%. Mesmo com a alta desta quarta-feira, o contrato permanece abaixo dos US$ 4,5600 registrados naquela sexta-feira.

As movimentações desta quarta-feira ocorreram em um momento no qual o mercado tenta encontrar sustentação após as perdas recentes. Análises de mercado destacaram ajustes técnicos e recomposição de posições como fatores associados à tentativa de recuperação, embora os fundamentos de oferta e demanda permaneçam desafiadores.

O avanço da colheita norte-americana continua sendo um dos principais pontos de atenção. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os produtores haviam retirado o milho de 60% da área cultivada até domingo (25), avanço de 16 pontos percentuais em uma semana. Apesar da aceleração, os trabalhos permanecem abaixo da média dos últimos cinco anos, de 66%. As perspectivas de oferta elevada nos Estados Unidos continuam limitando o otimismo do mercado e restringindo ganhos mais consistentes nos preços.