Greve de alunos e funcionários mantém pressão sobre a USP em abril de 2026

Negociações continuam com foco em melhorias para estudantes e servidores, apesar da paralisação persistente desde 14 de abril

Greve de alunos e funcionários mantém pressão sobre a USP em abril de 2026
Campus da Universidade de São Paulo durante o período de greve em 2026. Foto: USP segue na liderança como a melhor universidade da América Latina, de acordo com ranking britânico

A greve de alunos e funcionários na USP continua desde 14 de abril, com negociações em andamento para atender reivindicações por melhores condições.

A greve de alunos e funcionários USP mantém mobilização em abril de 2026

A greve de alunos e funcionários USP, iniciada em 14 de abril de 2026, continua a pressionar a gestão da universidade para que atenda às reivindicações por melhorias nas condições de permanência estudantil e de trabalho dos servidores. A paralisação afeta diretamente a rotina acadêmica e administrativa, com estudantes e trabalhadores alinhados em busca de avanços concretos. A Reitoria da USP, liderada atualmente por sua administração central, tem se manifestado sobre as negociações, destacando esforços de valorização e ajustes de benefícios.

Confira o calendário e os atos previstos para a greve na USP

23/04, 16h: Grande ato conjunto com estudantes e trabalhadores, com passeata da USP até a Avenida Faria Lima.
24/04: Nova assembleia geral para avaliação dos rumos da paralisação.

Medidas adotadas pela Reitoria para valorização dos servidores técnicos e administrativos

A Reitoria da USP informou que tem atuado para a valorização da carreira dos servidores técnicos e administrativos, por meio da implementação de medidas como o reajuste do vale-refeição, que subiu de R$ 45 para R$ 65 por dia desde abril. Também houve atualização do vale-alimentação, que passou de R$ 1.950 para R$ 2.050, e do auxílio-saúde, com aumento de 14,3%. Além disso, a universidade avalia o Plano de Valorização da Qualificação, elaborado por servidores, que deve ser integrado ao plano de carreira da categoria, embora a vigência de benefícios esteja limitada pelo calendário eleitoral de 2026.

Programa Renova USP e mobilidade interna: avanços e desafios na reintegração de servidores

Duas iniciativas importantes em andamento são o programa Renova USP e o novo sistema de mobilidade interna, que buscam oferecer capacitação e realocação para servidores com restrições de saúde ou que atuam em funções em extinção. O Renova USP promove cursos e acompanhamento para readaptação funcional, enquanto a mobilidade interna visa uma alocação transparente e alinhada às necessidades institucionais e interesses dos servidores.

Impactos e respostas às demandas estudantis durante a greve

As reivindicações dos estudantes incluem melhores condições nos bandejões, fim da privatização dos restaurantes estudantis, aumento do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para o valor de um salário mínimo paulista e a defesa dos espaços estudantis e da isonomia entre docentes e funcionários. A Reitoria reconhece essas demandas, mas ressalta as limitações legais e financeiras no atual cenário.

Atuação sindical e perspectivas para o desfecho da paralisação

O Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) entregou uma contraproposta à universidade e realiza assembleias para decidir os próximos passos. Em reunião durante a assembleia do dia 23 de abril, foram debatidos pontos da negociação, mas sem avanços significativos em relação às pautas estudantis. O sindicato anunciou um grande ato e mantém diálogo aberto com a Reitoria, enquanto os servidores e estudantes se mobilizam para buscar soluções que atendam às suas demandas legítimas.

Fonte: cnnbrasil.com.br