Greve dos Correios: trabalhadores protestam em 9 estados

Movimento busca reajuste salarial e manutenção de direitos históricos.

Greve dos Correios: trabalhadores protestam em 9 estados
Funcionários dos Correios protestam pela melhoria das condições de trabalho. Foto: Agência dos Correios

Trabalhadores dos Correios iniciam greve em nove estados em busca de reajuste e preservação de direitos.

A greve dos Correios

A Greve dos Correios, que se iniciou no dia 17 de dezembro de 2025, reflete a crescente insatisfação entre os trabalhadores da estatal. Com a adesão de sindicatos de nove estados, o movimento se concentra em reivindicações por melhorias salariais e a preservação de direitos históricos. Apesar da paralisação, a empresa informou que a maioria das operações continua a funcionar normalmente, com 91% do efetivo em atividade na data do início da greve.

Contexto do movimento

Os sindicatos que aderiram à greve incluem os do Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Dentre os 36 sindicatos que representam os trabalhadores, 24 não participaram do movimento de paralisação. A proposta de um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho busca estabelecer condições e benefícios específicos para os funcionários, mas não é suficiente para resolver as insatisfações atuais.

Reivindicações dos trabalhadores

Os trabalhadores exigem um reajuste salarial que repõe a inflação, a manutenção dos direitos históricos do ACT, um adicional de 70% nas férias, 200% para trabalho aos fins de semana e um ‘vale-peru’ de R$ 2.500. Essas demandas surgem em um cenário econômico desafiador, onde a empresa busca garantir a sustentabilidade e a continuidade dos serviços prestados à população.

Andamento das negociações

O TST, após audiências de mediação, propôs um acordo com vigência de dois anos, visando proteger os direitos dos trabalhadores mesmo em um cenário econômico complicado. Essa proposta será discutida nas assembleias das federações representativas dos empregados. A continuidade do diálogo entre a empresa e os trabalhadores é fundamental para evitar uma escalada do conflito e assegurar a operação dos serviços essenciais.

A greve dos Correios, portanto, não é apenas uma luta por melhores salários, mas também uma busca pela preservação de direitos que foram conquistados ao longo dos anos, refletindo o estado atual das relações de trabalho no Brasil.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Agência dos Correios