Grupo Fit utilizava 50 fundos para ocultar bilhões em sonegação, afirma Receita Federal

Investigação revela esquema complexo com offshores e fraudes fiscais envolvendo a empresa de Ricardo Magro

Grupo Fit utilizava 50 fundos para ocultar bilhões em sonegação, afirma Receita Federal
Grupo Fit utilizava complexa estrutura para ocultar sonegação. Foto: Divulgação Receita Federal

Grupo Fit é acusado de ocultar bilhões em sonegação utilizando 50 fundos de investimento, revela Receita Federal.

Grupo Fit e a Sonegação Bilionária

A Receita Federal do Brasil revelou, em 27 de novembro de 2025, que o Grupo Fit utilizava 50 fundos de investimento para ocultar bilhões de reais obtidos por meio de fraudes fiscais. A investigação, que envolveu a empresa controlada por Ricardo Magro, mostrou que o número de fundos era quase três vezes maior do que o inicialmente projetado pelas autoridades.

Estrutura Complexa e Offshores

O esquema identificou a utilização de offshores localizadas nos Estados Unidos, facilitando a lavagem de dinheiro e a evasão de divisas. A complexidade da estrutura, composta em sua maioria por fundos fechados com um único cotista, dificultava o rastreamento dos verdadeiros beneficiários. O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, descreveu a operação como um dos maiores casos de sonegação do Brasil, envolvendo um grupo econômico que substituiu um esquema anteriormente desmantelado na Operação Carbono Oculto.

Movimentação de Valores

As autoridades afirmam que o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano e deve cerca de R$ 26 bilhões aos cofres públicos. Inicialmente, a Receita havia identificado 17 fundos, mas as diligências revelaram a existência de cerca de 50 fundos utilizados para ocultar o beneficiário final, totalizando um patrimônio líquido estimado em R$ 8 bilhões.

Ação das Autoridades

A operação contou com 621 agentes públicos e atingiu 190 alvos em seis estados e no Distrito Federal. Medidas cautelares na Justiça resultaram no bloqueio de mais de R$ 10,2 bilhões em bens dos envolvidos. Segundo o promotor de justiça Alexandre Castilho, a estrutura utilizada pelo Grupo Fit era “assustadora” em sua dimensão e operações.

Evasão Fiscal e Fraude Aduaneira

O esquema de sonegação se estendia por toda a cadeia de combustíveis, incluindo fraudes aduaneiras, onde a empresa declarava falsamente o conteúdo de importações para pagar menos tributos. Além dos fundos, a estrutura financeira do grupo incluía holdings, offshores e instituições de pagamento, que exploravam brechas regulatórias para impedir o rastreamento do fluxo de recursos.

Conclusão

As investigações continuam em andamento, com indícios de que administradoras e gestoras colaboraram com o esquema, omitindo informações do Fisco. A operação é um marco na luta contra a sonegação e a lavagem de dinheiro no Brasil, evidenciando a necessidade de um monitoramento mais rigoroso das estruturas financeiras utilizadas por grandes grupos econômicos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Divulgação Receita Federal