Guia do iphan destaca economia do patrimônio cultural e seu impacto social

Publicação visa aproximar comunidades e agentes culturais da gestão econômica sustentável dos bens culturais

Guia do iphan destaca economia do patrimônio cultural e seu impacto social
Capa do Guia Introdutório da Economia do Patrimônio Cultural lançado pelo Iphan

O Iphan lança guia para incentivar o protagonismo de comunidades na economia do patrimônio cultural, unindo valor simbólico e econômico.

O papel do Guia Introdutório na economia do patrimônio cultural

O lançamento do Guia Introdutório da Economia do Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) marca uma iniciativa essencial para aproximar comunidades e agentes culturais da economia do patrimônio cultural. O guia está disponível para interessados e foi concebido para estimular uma gestão inclusiva e sustentável dos bens culturais, com foco no desenvolvimento social de territórios e pessoas.

Conceitos fundamentais da economia do patrimônio cultural

A economia do patrimônio cultural envolve agentes que podem ser pessoas, grupos, instituições públicas e privadas, que tomam decisões relacionadas aos bens culturais. Estes agentes operam utilizando recursos que vão além do dinheiro, englobando saberes, afetos e vínculos simbólicos. A produção em patrimônio cultural articula três fatores principais: a terra, ou os territórios e matérias-primas naturais; o trabalho, que envolve mestres, artistas e técnicos; e o capital, abrangendo recursos físicos, humanos e culturais.

Valor econômico e simbólico: dimensões integradas do patrimônio

A publicação destaca a importância de compreender o patrimônio cultural em suas duas dimensões: simbólica e econômica. A dimensão simbólica reforça identidades, vínculos afetivos e a transmissão de memórias. Já a dimensão econômica está associada à geração de trabalho, renda e desenvolvimento de produtos e serviços culturais. Essa integração é vital para promover a sustentabilidade dos bens culturais e garantir meios dignos de vida para os detentores do patrimônio.

Sustentabilidade e protagonismo na gestão do patrimônio cultural

O guia enfatiza a sustentabilidade como a capacidade de manter as práticas culturais ao longo do tempo, respeitando os recursos naturais, sociais e humanos. Isso assegura que as futuras gerações tenham acesso aos saberes e tradições. Além disso, busca incentivar o protagonismo dos mestres e comunidades na gestão do patrimônio, promovendo autonomia e valorização dos conhecimentos locais.

Pesquisa e inovação como base do guia do Iphan

Derivado da pesquisa inédita “Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade”, realizada em parceria com o Observatório da Economia Criativa da Bahia, o guia estrutura conceitos e práticas da economia do patrimônio cultural. Essa iniciativa pioneira internacionalmente contribui para identificar as dinâmicas econômicas associadas ao patrimônio brasileiro, fortalecendo políticas públicas e estratégias de preservação com viés econômico e social.

O Guia Introdutório da Economia do Patrimônio Cultural do Iphan se apresenta como uma ferramenta estratégica para fortalecer a relação entre valores simbólicos e econômicos do patrimônio, promovendo uma gestão sustentável e inclusiva que valoriza os saberes e práticas culturais das comunidades brasileiras.