Pré-candidato do PT ao governo de São Paulo questiona desempenho do atual governador em áreas como privatização da Sabesp e segurança pública

Haddad critica Tarcísio e afirma que governador "tem fama de gestor por falta de escrutínio", apontando problemas na Sabesp, segurança e transportes.
Haddad critica Tarcísio por falta de escrutínio na gestão
O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) “tem fama de gestor por falta de escrutínio”. A declaração foi feita durante entrevista concedida na segunda-feira (29), na qual o petista discutiu falhas administrativas em diversas frentes da gestão estadual.
Sabesp e tarifa aumentam críticas
Haddad voltou a criticar a forma como a administração Tarcísio procedeu com a privatização da Sabesp. Segundo o pré-candidato, o processo já configuraria um escândalo, considerando que a tarifa aumentou enquanto a qualidade do serviço piorou. O tema da privatização da companhia de saneamento tem sido central nas críticas petistas à gestão atual.
Problemas generalizados na segurança
O petista destacou deficiências em áreas estratégicas, particularmente na segurança pública. Haddad mencionou o cancelamento do Muralha Paulista, programa que era considerado prioritário para a pasta. Além disso, comparou o desempenho de Tarcísio com o de Renan Filho no Ministério dos Transportes, afirmando que o ministro federal realizou resultados significativamente superiores.
Foco em Brasília compromete governança estadual
Haddad argumentou que os problemas da gestão atual decorrem do fato de Tarcísio ter direcionado sua atenção para a política nacional. O petista sugeriu que o governador teria se projetado como candidato à Presidência pelo grupo bolsonarista, “esquecendo de governar o estado”. Haddad afirmou que Tarcísio chegou a São Paulo “um pouco arrastado” e que inicialmente ambicionava ser senador por Goiás, antes de sua candidatura ser moldada para o palco federal.
Desconexão política prejudica gestão
O pré-candidato argumentou que a perspectiva de Tarcísio em relação ao cargo estadual foi comprometida pela possibilidade de promoção para o executivo federal. Conforme Haddad, quando um governante não cria vínculo real com o estado e suas demandas, as consequências aparecem em múltiplas frentes administrativas, confirmando a tese de ausência de escrutínio que marca, segundo sua visão, a gestão Tarcísio.





