Proporção de trabalhadores por conta própria com registro formal salta de 24% para 35% em 13 anos

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que 35% dos empregadores e conta própria têm CNPJ em 2025, maior porcentual desde o início da série em 2012.
A proporção de empregadores e trabalhadores por conta própria com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica atingiu 35% em 2025, o maior índice desde 2012, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O porcentual saltou de 24% em 2012, representando um aumento de 11 pontos porcentuais em 13 anos.
Os dados constam do estudo Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho – 2025, divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (23). A série histórica da pesquisa teve início em 2012 e não foi realizada durante 2020 e 2021 em virtude da pandemia de Covid-19.
O crescimento foi impulsionado especialmente pela taxa de cobertura de CNPJ entre os trabalhadores por conta própria, que atingiu 27,1% em 2025, recorde da série histórica. Este porcentual quase dobrou em relação a 2012, quando era de 15%.
A formalização permanece significativamente superior entre os empregadores. A proporção de empregadores com CNPJ era de 75,6% em 2012 e ficou em 81,1% em 2025.
Segundo o IBGE, o avanço está vinculado ao nível de instrução dos trabalhadores. Pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior possuíam registro formal pelo CNPJ.
“A taxa de registro está fortemente ligada ao nível de instrução, porque quanto mais instrução a pessoa tem, mais preparada ela está para o mercado, e mais ela entende as benesses e as dificuldades de ter ou não ter o seu registro”, afirmou William Kratochwill, responsável pela pesquisa, ao comentar os resultados.
O contingente de trabalhadores por conta própria atingiu um recorde de 26,2 milhões de pessoas em 2025, o equivalente a 25,4% da população ocupada, segundo o IBGE. Os empregadores, por sua vez, somavam cerca de 4,5 milhões, correspondendo a aproximadamente 4,4% dos ocupados.






