Inflação de 2025 será divulgada com expectativa de alta moderada

IBGE apresenta dados do IPCA em meio à expectativa de inflação abaixo do teto da meta

Inflação de 2025 será divulgada com expectativa de alta moderada
Gráfico representando a inflação e taxa Selic em 2025. Foto: Divulgação de inflação e Selic

IBGE divulga nesta sexta-feira o IPCA de dezembro de 2025, com mercado projetando alta moderada da inflação, mantendo índice abaixo do teto da meta de 3%.

A divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a dezembro de 2025, prevista para esta sexta-feira (9/1), pelo IBGE, traz grande expectativa no mercado financeiro devido à sua influência direta nas decisões econômicas do país. A inflação é um termômetro essencial para o Banco Central ajustar a política monetária, especialmente a taxa básica de juros, Selic, atualmente em 15% ao ano.

Contexto da inflação em 2025 e metas do CMN

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, tem uma meta central de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Durante 2025, o índice acumulado está previsto para fechar em torno de 4,3%, conforme estimativas do mercado, apresentando uma inflação dentro do teto da meta de 4,5%, apesar da pressão de alguns setores.

Em novembro, o IPCA registrou alta de 0,18%, influenciada principalmente pelo aumento nos preços das despesas pessoais. A expectativa para dezembro é de uma alta um pouco maior, com projeções variando entre 0,31% e 0,35%, impulsionadas por itens como passagens aéreas e serviços intensivos em mão de obra, típicos da sazonalidade do fim do ano.

Principais fatores que influenciam o IPCA e projeções para dezembro

Passagens aéreas: forte elevação devido à demanda sazonal de fim de ano.
Setor de serviços: pressão contínua, especialmente no comércio e serviços intensivos em trabalho.

  • Serviços subjacentes: expectativa de acomodação com queda em segmentos como serviços bancários, cinema e serviços automotivos.

Segundo o economista Leonardo Costa, é esperado que os núcleos de inflação avancem, embora com uma aceleração menor que em meses anteriores, o que não deve impedir o Banco Central de iniciar um ciclo de redução dos juros no primeiro semestre de 2026.

Cenário para a política monetária e juros

O Banco Central mantém discurso firme ao afirmar a intenção de perseguir o centro da meta de inflação, de 3%, mesmo que isso implique manter os juros em níveis elevados por um período prolongado. A taxa Selic está em 15% ao ano, patamar considerado alto por especialistas, e não há indicações claras para flexibilização imediata. A expectativa é que eventuais cortes iniciem ainda no primeiro semestre de 2026, dependendo da evolução dos indicadores econômicos.

Serviço e informações importantes

Para acompanhar o anúncio e entender seus impactos, é recomendável que consumidores e investidores fiquem atentos às atualizações do IBGE e do Banco Central. Este índice influencia diretamente o custo de vida, investimentos e decisões financeiras pessoais.

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Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Divulgação de inflação e Selic