Inter debate futuro das duplicatas escriturais em Belo Horizonte

Evento em Belo Horizonte discute mudanças na regulação das duplicatas escriturais e oportunidades para empresas a partir de junho de 2026

Inter debate futuro das duplicatas escriturais em Belo Horizonte
Evento do Inter sobre duplicatas escriturais realizado em Belo Horizonte • Divulgação — Foto: Evento do Inter sobre duplicatas escriturais realizado em Belo Horizonte  • Divulgação — Foto: Evento do Inter sobre duplicatas escriturais realizado em Belo Horizonte • Divulgação

Inter promove encontro em Belo Horizonte para preparar empresas para novas regras das duplicatas escriturais do Banco Central.

Confira a programação completa do evento sobre duplicatas escriturais

16 de abril / Belo Horizonte (Inter Café, bairro Belvedere):
André Valério, Economista Sênior do Inter: cenário macroeconômico
Mariana Russo, Especialista do Inter, e Christian Vincent, Diretor Comercial da Nuclea: a nova regulação das duplicatas escriturais

O papel do Inter na preparação das empresas para as duplicatas escriturais

O Inter realizou em 16 de abril, em Belo Horizonte, um encontro focado nas duplicatas escriturais, visando preparar clientes Pessoa Jurídica para as mudanças que o Banco Central implementará a partir de junho de 2026. Marcello Marcomini, diretor de Varejo PJ do Inter, destacou que a instituição busca se tornar parceira estratégica das empresas desde o início da fase de produção assistida, alinhando-se às necessidades do público empresarial neste cenário regulatório em transformação.

Impactos da Resolução 339/2023 do Banco Central nas operações de crédito

A Resolução 339/2023 do Banco Central estabelece o registro eletrônico obrigatório para duplicatas escriturais, promovendo maior transparência e segurança. Atualmente, apenas 20% do volume dessas duplicatas são utilizadas como lastro para crédito no Brasil. Com a nova regra, espera-se ampliar esse percentual, facilitando a negociação com múltiplas instituições financeiras e reduzindo riscos de fraudes. A digitalização do ativo, segundo o Inter, traz mais segurança jurídica e clareza nas obrigações financeiras para compradores e vendedores.

Principais mudanças trazidas pela duplicata escritural digital

Entre as principais alterações, destacam-se:
Emissão 100% digital das duplicatas, garantindo rastreabilidade total;
Registro obrigatório em escrituradoras autorizadas pelo Banco Central para negociação do título;
Aceite explícito do comprador no sistema, formalizando a confirmação ou recusa do título;
Integração direta com Nota Fiscal Eletrônica, diminuindo erros e mitigando fraudes;
Maior visibilidade e controle dos recebíveis pelas empresas, aprimorando a gestão financeira.

Cronograma de implementação das novas regras para duplicatas escriturais

A transição para o novo modelo será gradual, permitindo adaptação do mercado:
Junho de 2026: início da produção assistida, migração opcional para empresas;
Junho de 2027: obrigatoriedade para empresas de grande porte;
Janeiro de 2028: implementação obrigatória para empresas de médio porte;
Junho de 2028: prazo final para empresas de pequeno porte adotarem o sistema.

Oportunidades de crédito e modernização para empresas brasileiras

O evento evidenciou que a digitalização das duplicatas escriturais tem potencial para fomentar o crédito no país, aumentando a segurança e a eficiência das operações financeiras entre empresas. O Inter, em parceria com a Nuclea, busca impulsionar essa transformação, alinhando sua estratégia para atender às demandas do setor empresarial e contribuir para o desenvolvimento econômico com soluções tecnológicas e regulatórias adequadas.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Evento do Inter sobre duplicatas escriturais realizado em Belo Horizonte • Divulgação