Alto nível de cloro e substância desconhecida em piscina causam internações e morte na zona leste de São Paulo

Intoxicação por cloro em piscina de academia na zona leste de São Paulo deixou vítimas graves e levou a investigação policial.
Intoxicação por cloro em piscina mobiliza investigação policial em São Paulo
A intoxicação por cloro em piscina de academia na zona leste de São Paulo gerou uma série de internações e a morte de Juliana Faustino Basseto, de 27 anos. O caso aconteceu após uso excessivo do produto químico combinado com uma substância ainda não identificada. Vinicius de Oliveira, de 31 anos, que também foi intoxicado, recebeu alta após sete dias hospitalizado em estado grave. A investigação liderada pelo delegado Alexandre Bento aponta negligência e excesso na dosagem de cloro.
O papel fundamental do sobrevivente na prevenção de mais vítimas
Vinicius de Oliveira foi destacado como responsável por salvar a vida de outros dois alunos ao alertar sobre os riscos da piscina contaminada. Testemunhas relataram que ele gritou orientando os colegas a saírem da água, evitando que inalaram ou engolissem a água tóxica. Esse alerta precoce foi decisivo para minimizar a extensão das intoxicações, revelando a importância da ação rápida em situações de emergência.
Uso excessivo e mistura de produtos químicos: causas da intoxicação
Segundo depoimentos e análise documental, a quantidade de cloro aplicada à piscina era equivalente a uma semana de uso em apenas um dia, e estava misturada a um produto ainda desconhecido. O forte cheiro de cloro permaneceu no local mesmo dias depois, demonstrando a intensidade do químico utilizado. Essa prática tem sido atribuída a uma tentativa de maximizar o lucro, evitando o fechamento da piscina para manutenção.
Negligência e responsabilidade dos proprietários e funcionários da academia
O manobrista, responsável pela manutenção química da piscina, declarou não ter qualificação técnica e ter recebido ordens para continuar o procedimento sem a devida segurança. Ao comunicar o problema ao dono, a resposta foi considerada negligente. Além disso, os proprietários recusaram contratar empresa especializada para manutenção fixa, evidenciando descaso com a segurança dos usuários. Os três sócios foram indiciados por homicídio, mas a Justiça negou o pedido de prisão.
Impactos e desdobramentos das investigações sobre segurança em academias
A tragédia gerou repercussão sobre os protocolos de segurança em academias, especialmente na manutenção de piscinas. A Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal para concluir o inquérito. A direção da academia afirma colaboração com as autoridades, enquanto a sociedade acompanha atentamente as medidas que serão adotadas para evitar novos incidentes semelhantes. A situação reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e transparência sobre a qualidade da água em ambientes de lazer.
Este episódio serve como um alerta para usuários e gestores de academias sobre os riscos do uso inadequado de produtos químicos em piscinas, ressaltando a importância de práticas seguras e profissionais qualificadas para garantir a saúde e a vida das pessoas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





