Durante depoimento no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, ex-vereador reconhece decisões pessoais equivocadas, mas contesta acusações de violência doméstica

Jairinho admite traições em depoimento no julgamento da morte de Henry Borel, mas nega acusações de agressão feitas por ex-companheiras.
Jairinho admite traições e nega agressões no julgamento da morte de Henry Borel
No Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, em 2 de fevereiro de 2026, Jairinho admite traições em seus relacionamentos e nega categoricamente as acusações de agressão feitas por ex-companheiras. O ex-vereador revelou ter cometido escolhas pessoais equivocadas, definindo-as como “escolhas insensatas”, mas rejeitou todas as alegações de violência doméstica. Durante o interrogatório, Jairinho buscou construir uma imagem de homem ligado à família, emocionando-se ao mencionar parentes e destacando sua presença como pai. Ele também expressou arrependimento por sua trajetória política, afirmando que teria preferido se dedicar à medicina.
Depoimento detalhado sobre relações pessoais e acusações de agressão
Jairinho reconheceu ter cometido repetidas traições ao longo de sua vida, citando o relacionamento com sua primeira esposa, Fernanda, como exemplo onde afirma nunca ter ocorrido agressão ou desrespeito. Ele afirmou que as alegações contra si são especulações sem provas e mencionou mensagens antigas guardadas por ex-namoradas, ressaltando a ausência de registros que indiquem agressões contra elas ou seus filhos. Sobre um boletim de ocorrência registrado por Ana Carolina, mãe de seus filhos mais novos, Jairinho contestou as acusações de violência, descrevendo o episódio como uma discussão iniciada por ela e negando qualquer agressão física de sua parte.
Críticas à investigação e revelação de novas provas no processo
No decorrer do julgamento, Jairinho direcionou críticas à investigação que apura a morte de Henry Borel, alegando que o processo é “fora da curva” e que a defesa teve acesso recente a provas que podem alterar significativamente a interpretação do caso. Ele pediu aos jurados que considerem a verdade e o sentimento em sua avaliação, sugerindo que as evidências disponíveis devem prevalecer sobre especulações.
Defesa rebate acusações feitas por Monique Medeiros durante julgamento
Após o depoimento da mãe de Henry, Monique Medeiros, que apontou Jairinho como responsável pela morte do filho, a defesa do ex-vereador contestou veementemente as declarações. O advogado Rodrigo Faucz afirmou que não há provas que sustentem as acusações de agressão feitas contra Jairinho, seus ex-companheiras, filhos ou mesmo contra Henry Borel. Ele destacou que as declarações sem evidências podem levar a um resultado de absolvição, reforçando a necessidade de basear a decisão exclusivamente em provas concretas.
Impactos do julgamento e reflexos na opinião pública
O depoimento de Jairinho no Tribunal do Júri reacende o debate público acerca do caso Henry Borel, marcado por controvérsias e polarização. O reconhecimento das traições pessoais contrasta com a negação das agressões, o que complica a avaliação dos jurados diante das múltiplas versões apresentadas. A crítica à condução das investigações também levanta questões sobre a transparência e eficiência do processo judicial, influenciando a percepção social sobre justiça e responsabilidade.
Este julgamento segue como um dos mais acompanhados do cenário nacional, com repercussão intensa sobre temas de violência doméstica, ética política e proteção infantil.






