Júri do caso Fernando Iggnácio será retomado no Rio nesta sexta-feira

Retomada do julgamento ocorre após suspensão e envolve disputa na cúpula do jogo do bicho

Júri do caso Fernando Iggnácio será retomado no Rio nesta sexta-feira
Fernando Iggnácio foi assassinado em 2020 no Recreio dos Bandeirantes, RJ. Foto: Bicheiro morto em novembro de 2020 • Reprodução — Foto: Bicheiro morto em novembro de 2020  • Reprodução

Júri do caso Fernando Iggnácio será retomado no Rio após suspensão, envolvendo disputa interna na cúpula do jogo do bicho.

Retomada do júri caso Fernando Iggnácio ocorre nesta sexta-feira (10) no Rio de Janeiro

O júri caso Fernando Iggnácio será retomado nesta sexta-feira, 10, no 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, após a suspensão ocorrida no dia anterior. O julgamento envolve Rodrigo da Silva das Neves, um dos acusados na morte do contraventor, ocorrida em 10 de novembro de 2020, no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, zona Sudoeste do Rio. A investigação aponta para uma disputa interna envolvendo a cúpula do jogo do bicho.

Suspensão do júri dos irmãos D’Onofre Andrade em meio a divergências na defesa

O júri dos irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro foi suspenso após eles decidirem dispensar seus advogados por discordância na estratégia de defesa. Ainda não há nova data para a retomada do julgamento dessa parte do processo. O contexto da disputa entre os réus está ligado diretamente às consequências da morte de Fernando Iggnácio, que era genro do contraventor Castro de Andrade.

Contexto criminal e disputa pelo controle do jogo do bicho na região

Fernando Iggnácio foi assassinado em meio a uma disputa pelo comando das contravenções no Rio, especialmente entre ele e Rogério de Andrade, sobrinho de Castro de Andrade. O assassinato aconteceu após uma série de tensões internas na estrutura do jogo do bicho, que se intensificaram depois da morte de Paulo de Andrade, filho de Castor, em 1998. As investigações associam os envolvidos ao uso de seguranças e à coordenação de ações para eliminar rivais criminosos.

Envolvimento de ex-policial militar e agentes na execução do crime

Pedro Emanuel, ex-policial militar, foi preso no Paraguai em janeiro de 2025, acusado de planejar o assassinato de Fernando Iggnácio. As investigações revelam que ele realizou pesquisas detalhadas sobre a rotina da vítima, armas utilizadas em crimes anteriores e estudou métodos para evitar falhas no atentado. Além dele, outros envolvidos teriam participado da execução, incluindo Marcio Araújo de Souza, responsável pela segurança de Rogério de Andrade, e Gilmar Eneas Lisboa, que monitorava a vítima.

Investigação atual e avanços do Ministério Público

Após uma decisão do Supremo Tribunal Federal que trancou a ação penal contra Rogério de Andrade por falta de provas, o GAECO e o Ministério Público do Rio de Janeiro iniciaram um novo Procedimento Investigatório Criminal. Este revelou novos elementos sobre a escalada de violência entre os grupos criminosos, resultando em novas denúncias contra Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa. A complexidade da disputa e a atuação da Justiça refletem a dificuldade em desmontar estruturas criminosas enraizadas na região.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Bicheiro morto em novembro de 2020  • Reprodução