Justiça da Argentina retoma julgamento da morte de Diego Maradona

Tribunal oral revisita o caso após anulação para reavaliar acusações contra equipe médica do ídolo do futebol argentino

Justiça da Argentina retoma julgamento da morte de Diego Maradona
Diego Maradona durante sua etapa como técnico do Gimnasia y Esgrima. Foto: Diego Maradona durante sua etapa como técnico do Gimnasia y Esgrima

A Justiça argentina reabre julgamento da morte de Diego Maradona, envolvendo equipe médica acusada de negligência e homicídio simples.

O julgamento da morte de Diego Maradona, ícone do futebol argentino, foi retomado pela Justiça da Argentina em 14 de fevereiro de 2026. A ação judicial envolve a equipe médica que cuidava do ex-jogador no momento de seu falecimento, ocorrida em novembro de 2020, aos 60 anos, em decorrência de insuficiência cardíaca enquanto se recuperava de cirurgia cerebral. A keyphrase “julgamento da morte de Diego Maradona” é central para entender o contexto deste processo que busca esclarecer as circunstâncias que levaram à morte do atleta.

Equipe médica acusada de negligência e homicídio simples com dolo eventual

Sete dos oito profissionais que compunham a equipe médica que acompanhava Maradona são acusados formalmente de homicídio simples com dolo eventual, crime que prevê pena de 8 a 25 anos de prisão. Entre eles estão o médico Leopoldo Luciano Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz e outros profissionais que ocuparam cargos de coordenação e assistência. A enfermeira Dahiana Gisela Madrid será julgada separadamente em tribunal de júri, conforme pedido de sua defesa, sem data marcada para a sessão.

Histórico do processo e reabertura após anulação judicial

O processo havia sido anulado em maio do ano anterior devido ao afastamento da juíza Julieta Makintach, que ficou envolvida em controvérsia relacionada a gravações não autorizadas para documentário sobre o julgamento. Com a anulação, todo o conjunto de depoimentos e provas precisou ser reanalisado. Agora, o Tribunal Oral en lo Criminal Nº 7 de San Isidro conduz a nova fase do julgamento, ouvindo novamente as partes envolvidas para garantir a lisura do processo.

Depoimentos e testemunhas programados no julgamento do ídolo argentino

Ao todo, 92 testemunhas serão ouvidas durante o julgamento, incluindo as filhas de Maradona, outros familiares próximos e pessoas que integravam o círculo pessoal do ex-jogador. O objetivo é reconstruir os eventos que antecederam a morte e avaliar a conduta da equipe médica frente ao tratamento do campeão mundial de 1986. Este volume expressivo de depoimentos reforça a complexidade e a importância do caso para o cenário jurídico e esportivo na Argentina.

Impactos e repercussões do julgamento para a memória de Diego Maradona

O julgamento da morte de Diego Maradona transcende o âmbito jurídico e atinge a memória afetiva de milhões de fãs e da sociedade argentina. A análise das ações médicas e possíveis negligências coloca em questão a responsabilidade profissional diante de uma figura pública tão emblemática. Além disso, o processo acende debates sobre a assistência médica em casos de alta complexidade e os limites éticos do atendimento.

Defesa nega acusações e busca comprovar ausência de responsabilidade

A defesa dos profissionais acusados de homicídio simples com dolo eventual rejeita as acusações, argumentando que não houve negligência ou erro no tratamento de Maradona. Alegam que o ex-jogador apresentava múltiplas comorbidades e que o falecimento foi consequência de seu quadro clínico complexo. A reabertura do julgamento permitirá que as evidências sejam minuciosamente avaliadas por um tribunal imparcial.

Este julgamento é um marco importante na busca por justiça e esclarecimento em torno da morte de uma das maiores lendas do futebol mundial, mantendo a atenção da opinião pública nacional e internacional.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Diego Maradona durante sua etapa como técnico do Gimnasia y Esgrima