Presidente considera integrantes do governo que abriram mão de candidaturas; José Guimarães defende base menor, mas coesa

Presidente Lula deve considerar aliados derrotados nas eleições de 2026 e integrantes do governo que abriram mão de candidaturas para montar a nova Esplanada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve considerar aliados que ficaram sem mandato após as eleições de 2026 e integrantes do governo que abriram mão de candidaturas na montagem da Esplanada dos Ministérios para o quarto mandato, que começa em janeiro de 2027.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), informou em entrevista à CNN nesta terça-feira (27) que integrantes do governo que não disputaram as eleições para permanecer no Executivo estão à disposição do presidente para continuar a servir.
Guimarães abriu mão de disputar uma vaga no Senado pelo Ceará para assumir a articulação política do governo em abril deste ano. Também integram esse grupo Luiz Marinho (PT), do Trabalho e Emprego, que permaneceu no ministério após pedido de Lula, e Waldez Góes (PDT), da Integração e Desenvolvimento Regional, que desistiu de disputar o Senado pelo Amapá.
Outros ministros como Alexandre Padilha (PT), da Saúde, e Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia, também permanecem no governo sem ter concorrido ao pleito deste ano. Wolney Queiroz (PDT), ministro da Previdência Social, chegou a ser cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por Pernambuco, mas decidiu continuar à frente da pasta após pedido de Lula.
A permanência desses auxiliares na nova gestão, entretanto, dependerá das escolhas do presidente e das negociações com os partidos aliados, conforme informou Guimarães.
Segundo o ministro, a composição do próximo governo deve refletir o resultado eleitoral e as alianças políticas que contribuíram para a reeleição de Lula. Guimarães também defendeu a formação de um governo de frente ampla com participação de legendas além do PT.
“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa, e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, declarou Guimarães.
A nova composição também deve levar em conta a acomodação de aliados derrotados nas urnas, a preservação de auxiliares que permaneceram no Executivo durante a disputa eleitoral e a ampliação da participação de partidos de centro, considerados importantes para o diálogo com o Congresso Nacional, segundo informações divulgadas.






