Lula destaca avanços no combate ao crime com ações recentes e PEC da Segurança Pública

Presidente afirma que governo vive bom momento na segurança e destaca operações contra corrupção e crime organizado

Lula destaca avanços no combate ao crime com ações recentes e PEC da Segurança Pública
Posse do ministro da Justiça e Segurança Pública no Palácio do Planalto. Foto: Palácio do Planalto

Presidente Lula ressalta avanços no combate ao crime organizado e defende a tramitação da PEC da Segurança Pública para fortalecer o papel da União.

Lula ressalta o momento positivo da segurança pública e destaca casos emblemáticos

Na quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que a política de segurança pública do seu governo vive um “bom momento”, citando diretamente a PEC da Segurança Pública, que tramita na Câmara dos Deputados. Durante a posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, no Palácio do Planalto, Lula destacou operações recentes e importantes no combate ao crime organizado, como as investigações sobre desvios no Banco Master e a Operação Carbono Oculto, que apura fraude fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

Ele enfatizou que “nunca estivemos tão perto e nunca tivemos tanta oportunidade de chegar ao andar de cima da corrupção e do crime organizado nesse país como agora”. O presidente pontuou ações conjuntas da Polícia Federal, da Polícia de São Paulo e da Receita Federal, incluindo o bloqueio de cinco navios com 250 milhões de litros de gasolina contrabandeada, reforçando a intensificação da repressão a crimes complexos e estruturados.

Importância e desafios da PEC da Segurança Pública para a União

A PEC da Segurança Pública é vista pelo presidente Lula como uma peça chave para redefinir o papel da União no setor, atualmente delegado majoritariamente aos estados pela Constituição de 1988. Lula afirmou que a proposta estabelecerá claramente qual será a participação do Estado federal, não apenas em repasses financeiros, mas no trabalho específico de órgãos como a Polícia Federal, a Guarda Nacional e a Polícia Rodoviária Federal.

Ele ressaltou a necessidade de uma articulação coordenada entre esses órgãos para aumentar a eficiência na luta contra o crime organizado. O governo pretende criar uma Guarda Nacional com atuação forte e definir o papel de cada instituição envolvida na segurança pública, buscando um sistema integrado que supere a fragmentação atual.

Combate ao crime organizado além da repressão violenta nas periferias

Lula criticou enfoques restritos à repressão violenta em áreas vulneráveis, afirmando que o enfrentamento ao crime não pode se limitar a “ficar apenas matando gente em favela” ou prender pessoas pobres. O presidente defendeu que a política de segurança também deve alcançar os responsáveis pelas estruturas financeiras do crime, aqueles que se beneficiam da corrupção, sonegação e lavagem de dinheiro.

Segundo ele, identificar quem ganha dinheiro ilegalmente e quem não paga impostos é fundamental para combater as causas profundas do empobrecimento do país. Esse enfoque amplia a estratégia de segurança para incluir medidas que atingem o coração do crime organizado, fortalecendo a justiça fiscal e a responsabilização dos grandes atores envolvidos.

Posse de Wellington Lima e Silva e expectativa para a tramitação da PEC

Na mesma cerimônia, Wellington Lima e Silva tomou posse como ministro da Justiça e Segurança Pública. Em entrevista após o evento, ele destacou a importância da PEC da Segurança Pública e a necessidade de que o Congresso Nacional avance na sua aprovação, apesar da base governista não ser ampla.

O ministro acredita na responsabilidade do Legislativo para avaliar o projeto e defende que o governo deve empenhar esforços para que a proposta final esteja alinhada com os interesses da sociedade e as necessidades da política pública de segurança. Esse posicionamento indica um compromisso institucional para que a PEC se transforme em uma ferramenta efetiva no combate ao crime organizado.

Desafios e perspectivas para a segurança pública no Brasil

O discurso do presidente Lula e a posse do novo ministro marcam um momento de reafirmação do compromisso do governo com a segurança pública, focado em ações estratégicas e integradas. A defesa da PEC da Segurança Pública sinaliza uma tentativa de superar limitações federativas e fortalecer a coordenação entre União e estados.

O destaque dado às grandes operações contra corrupção e contrabando evidencia uma mudança de foco para o combate aos crimes estruturados, com impacto direto nas finanças públicas e na economia. No entanto, o avanço da PEC ainda depende da articulação política e do consenso no Congresso, fator essencial para transformar essas intenções em resultados concretos.

A expectativa é que, com maior integração e recursos, as forças de segurança possam agir com maior eficiência, promovendo uma redução consistente da criminalidade e da impunidade no país, beneficiando a sociedade como um todo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Fonte: Palácio do Planalto