Lula se reelege com desafios na segurança e combate a facções

Presidente enfrenta expansão do PCC para 29 países e guerra do CV pelo litoral brasileiro nos próximos quatro anos

Lula se reelege com desafios na segurança e combate a facções
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cobertura eleitoral. Foto: Ricardo Stuckert — Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  • Foto: Ricardo Stuckert

Reeleito neste domingo, Lula assume novo mandato com segurança pública como principal desafio dos brasileiros, à frente da corrupção

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reelegeu na noite de domingo (25) para um novo mandato com desafios prioritários na segurança pública e no combate a facções criminosas.

Segundo pesquisas populares, a segurança é a principal preocupação dos brasileiros, ocupando o primeiro lugar nas prioridades, à frente da corrupção, que historicamente figurava nesta posição. O tema foi central na campanha do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Durante o período eleitoral, Flávio Bolsonaro destacou haver uma sensação de insegurança entre a população e bairros dominados pelo crime organizado e por milícias. Lula, por sua vez, apresentou índices do Ministério da Justiça que mostraram a redução histórica de homicídios e crimes violentos na reta final da campanha.

A expansão das duas maiores facções brasileiras por todos os estados é o principal desafio das forças de segurança e agências de inteligência. Dados do Ministério Público de São Paulo apontam que o PCC (Primeiro Comando da Capital) se expandiu para 29 países além do Brasil e Paraguai, operando como uma multinacional. O CV (Comando Vermelho), principal rival, trava uma guerra na expansão pelo litoral brasileiro, do Rio de Janeiro até Belém, passando por toda a região Nordeste.

Para frear o crime organizado, Lula anunciou que vai separar o Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas específicas, buscando maior integração entre entes federativos e ações unificadas das forças. O chefe do Executivo, porém, condicionou essa criação à aprovação da chamada PEC da Segurança, proposta que foi retirada de pauta no Senado Federal após impasse envolvendo a redução da maioridade penal.

Como último ponto prioritário desafiador para o quarto mandato, especialistas apontam o assassinato de mulheres. Apesar de redução de 3,2% em 2026 em relação ao mesmo período de 2025, o Brasil ainda registra quatro feminicídios por dia e bateu recorde pelo quarto ano consecutivo como ano com mais casos.