Equipamentos foram trocados por falhas técnicas e danos externos. Tribunal mantinha 48.815 urnas de contingência disponíveis.

O Tribunal Superior Eleitoral informou que 1.551 urnas eletrônicas foram substituídas no domingo (25). O número representa 0,28% do total de equipamentos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 1.551 urnas eletrônicas foram substituídas neste domingo (25) durante o segundo turno das eleições de 2026. Segundo dados do tribunal, o número corresponde a 0,28% do total de equipamentos disponíveis para a votação.
As trocas normalmente ocorrem em razão de falhas técnicas ou de danos externos aos equipamentos, como teclas danificadas propositalmente por eleitores, conforme o TSE. Para atender esse tipo de ocorrência, o tribunal manteve 48.815 urnas de contingência em disponibilidade.
A substituição dos equipamentos não compromete a integridade dos votos, informou o TSE. Mais de 128 milhões de eleitores compareceram às urnas neste domingo. A taxa de abstenção foi de 19,22%, de acordo com dados divulgados pelo tribunal.
O segundo turno foi marcado por impasses envolvendo o transporte público, especialmente na região Nordeste. A coligação Brasil Pronto pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o TSE, alegando que prefeituras da Bahia e de São Paulo reduziram significativamente a frota de ônibus em circulação durante o domingo.
Segundo a coligação, em Salvador, uma fiscalização judicial constatou que mais da metade da frota habitual dos dias úteis permaneceu retida nas garagens por orientação do próprio órgão municipal de mobilidade. O secretário de Mobilidade da capital baiana chegou a ser preso por determinação da Justiça Eleitoral.
Por volta das 17h, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação do horário de votação do segundo turno até as 19h em todo o país. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo que a decisão gerou “dificuldades” para o processo eleitoral.
Segundo o ministro, milhares de urnas já haviam sido encerradas quando a determinação foi tomada. Como a programação dos equipamentos impede a reabertura após o encerramento, o tribunal precisou bloquear temporariamente o recebimento dos Boletins de Urna para evitar o acesso antecipado às informações da votação.
Apesar dos entraves, Kassio Nunes Marques afirmou que as medidas adotadas pela equipe técnica permitiram o andamento da apuração sem comprometer o processo eleitoral. “Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança de todo o processo eleitoral”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) em segundo turno ao superar Flávio Bolsonaro (PL).







