Macron quer proibir redes sociais para menores de 15 anos na França

Presidente deseja acelerar proibição antes do início do ano letivo para proteger crianças online

Macron quer proibir redes sociais para menores de 15 anos na França
Presidente da França, Emmanuel Macron, durante Fórum Econômico Mundial, em Davos em 20. Foto: Presidente da França, Emmanuel Macron

Presidente Macron quer acelerar a proibição do uso de redes sociais para menores de 15 anos na França, buscando proteger o desenvolvimento infantil.

O presidente Emmanuel Macron anunciou a intenção de acelerar a proibição do uso de redes sociais para menores de 15 anos na França, com o objetivo de que a medida esteja vigente antes do início do ano letivo em setembro. Em vídeo divulgado pela BFMTV, afiliada francesa da CNN, Macron afirmou: “O cérebro de nossas crianças e adolescentes não está à venda. Suas emoções não podem ser manipuladas por plataformas americanas ou algoritmos chineses.”

Proibição e medidas propostas

Macron detalhou que a proibição abrangerá o uso de redes sociais por crianças abaixo de 15 anos e que o uso de celulares será proibido nas escolas de ensino médio. Segundo ele, essa regra visa ser clara para adolescentes, famílias e professores. A parlamentar Laure Miller, representante do partido Renascença, lidera a iniciativa legislativa e ressalta a ausência atual de mecanismos eficazes para verificar a idade dos usuários nas plataformas digitais.

Miller explicou que, atualmente, é possível inserir qualquer data de nascimento para acessar redes sociais. A proposta inclui uma rigorosa verificação de idade conforme a Lei Europeia de Serviços Digitais (DSA), o que exigirá que os usuários comprovem se têm mais de 15 anos para acessar as plataformas. Apesar de reconhecer que restrições poderão ser burladas, Miller enfatiza a importância de dar o primeiro passo para proteger os menores online.

Contexto internacional

A França integra um movimento global crescente que busca proteger crianças dos impactos negativos das redes sociais. A Austrália, por exemplo, proibiu menores de 16 anos de manter contas em plataformas como Instagram, TikTok e Facebook. Desde então, mais de 4,7 milhões de contas consideradas de menores foram desativadas ou removidas.

O governo britânico também avalia medidas semelhantes para limitar o uso de redes sociais por crianças. Essas iniciativas têm como base preocupações com a saúde mental infantojuvenil, respaldadas por estudos como o livro “A Geração Ansiosa”, do psicólogo social Jonathan Haidt, que aponta os danos sociais causados pelo uso excessivo das redes.

Reações e considerações

O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese destacou que a proibição visa atender apelos de pais e jovens para preservar a infância. Ele incentiva adolescentes a buscar atividades offline, como esportes e leituras.

Entretanto, figuras como Elon Musk manifestaram oposição, considerando essas medidas uma forma de controle excessivo do acesso à internet. Apesar disso, as plataformas têm acatado as regras impostas.

Desafios na implementação

A exigência de verificação rigorosa de idade representa um desafio tecnológico e ético, uma vez que métodos tradicionais podem ser facilmente contornados. Por isso, a ação da França poderá servir como referência para outras nações que buscam equilibrar a proteção dos jovens com a liberdade digital.

A discussão envolve ainda o papel das escolas, famílias e do Estado na educação digital e na criação de ambientes seguros para o desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes.

A proibição planejada pelo governo Macron é um passo importante para lidar com os impactos das redes sociais na saúde mental dos jovens, alinhando-se a uma tendência internacional de regulação do ambiente digital para públicos vulneráveis.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Presidente da França, Emmanuel Macron