Investigação aponta omissão da mãe e agressões do padrasto como causas do falecimento da criança

Mãe do bebê que morreu após maus-tratos em Minas Gerais mudou versão e culpou o padrasto, que será indiciado por homicídio qualificado.
A morte de um bebê de um ano e oito meses em Minas Gerais desencadeou uma investigação que revelou uma mudança de depoimento por parte da mãe da criança, Laryssa Dayana Vidal Vieira, de 26 anos. Inicialmente, Laryssa negou que o filho sofria maus-tratos, mas após confrontação com provas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ela passou a culpar o padrasto, Guilherme Henrique Avelino Maia, de 32 anos, pelos atos de violência que levaram ao falecimento da criança.
Detalhes do caso e depoimentos das autoridades responsáveis
O delegado Matheus Moraes Marques, encarregado do caso, detalhou que a mãe tentou incriminar o padrasto, mas após a apresentação de evidências objetivas, mudou sua versão para confirmar as agressões. Segundo ele, a mulher não tomou nenhuma atitude para impedir o crime. O padrasto será indiciado por homicídio qualificado, enquanto a mãe foi autuada por maus-tratos qualificados e conduta omissa diante dos fatos. A investigação sugere que o bebê sofreu hemorragia interna em decorrência das agressões.
Impactos sobre os filhos e medidas do Conselho Tutelar
No dia anterior ao ocorrido, Laryssa deu à luz seu terceiro filho, fruto do relacionamento com o padrasto. O Conselho Tutelar recolheu o outro filho da mulher e acompanha o recém-nascido internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O delegado ressaltou que, mesmo diante da situação difícil de prender uma mãe no dia do parto, a falta de cuidado e proteção da mulher para com os filhos foi determinante para a ação legal.
Contexto da violência infantil e responsabilidade social
Este caso evidencia a gravidade dos maus-tratos e da violência doméstica contra crianças em Minas Gerais. A mudança de versão da mãe e a omissão diante das agressões refletem um contexto preocupante que desafia as autoridades locais a reforçar políticas públicas de proteção infantil e mecanismos de intervenção precoce para prevenir desfechos trágicos.
Perspectivas e desafios para o sistema de proteção à criança
A atuação da Polícia Civil e do Conselho Tutelar mostra a importância da investigação rigorosa e da responsabilidade estatal na proteção das crianças vítimas de violência. Contudo, o caso revela a necessidade de aprimorar as redes de apoio social e incentivar a denúncia e o acompanhamento efetivo para evitar a reincidência e garantir o bem-estar dos menores em situação de risco.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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