Pesquisa Genial/Quaest revela que 82% apoiam adoção de regras específicas para integrantes da Suprema Corte

Pesquisa mostra que 82% dos brasileiros são favoráveis à criação de código de ética para ministros do STF, reforçando a demanda por transparência na Corte.
A maioria da população apoia código de ética para ministros do STF
A pesquisa Genial/Quaest realizada entre 5 e 9 de fevereiro de 2026 revelou que 82% dos brasileiros concordam com a necessidade de um código de ética para ministros do Supremo Tribunal Federal. Este dado expressa uma clara demanda por formalização de regras específicas para os integrantes da Corte, reforçando o debate sobre transparência e ética no Judiciário. A adesão popular é consistente em todas as regiões, destacando a relevância do tema para o país.
Análise regional e demográfica do apoio ao código de ética
Regionalmente, o Sul apresenta o maior índice de concordância, com 86%, seguido pelo Sudeste com 84%, Centro-Oeste/Norte com 79% e Nordeste com 76%. Por faixa etária, jovens entre 16 e 34 anos apoiam em 85%, um número superior ao dos maiores de 60 anos, que registram 74%. Entre os gêneros, 84% dos homens e 79% das mulheres defendem a medida, demonstrando amplo consenso independente do perfil demográfico.
Apoio transversal no espectro político e suas implicações
A pesquisa também destaca que o apoio ao código de ética ultrapassa divisões políticas. Entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, 88% defendem a iniciativa, enquanto 76% dos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concordam. Interessante notar que o índice sobe para 92% entre os que se declaram de direita não bolsonarista, sugerindo uma percepção agravada da necessidade de regras éticas no Judiciário por diferentes grupos ideológicos.
Contexto contemporâneo: o caso Banco Master e sua repercussão
A divulgação da pesquisa ocorre em meio à repercussão do caso Banco Master, que expôs questionamentos sobre a atuação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Toffoli confirmou participação societária em empresa ligada a empreendimento no Paraná, que teve envolvimento com um banco sob investigação. Além disso, mensagens e conversas encontradas pela Polícia Federal sugerem proximidade com o banqueiro investigado. Moraes também foi alvo de críticas após revelação de contrato milionário entre o Banco Master e escritório de sua esposa. Esses fatos intensificaram o debate sobre a necessidade urgente de códigos que regulem conflitos de interesse e atividades privadas dos ministros.
O debate sobre o fortalecimento da ética e transparência no STF
Diante dos fatos recentes, setores do Congresso e o presidente do STF, ministro Edson Fachin, têm defendido a criação e adoção de um código de ética para disciplinar a conduta dos magistrados da Suprema Corte. Uma regulamentação clara pode servir para preservar a confiança da sociedade na Justiça, prevenir eventuais conflitos e garantir a imparcialidade das decisões judiciais. A ampla aceitação popular demonstrada pela pesquisa ressalta a expectativa da população por uma Corte mais transparente e éticamente pautada.
Metodologia da pesquisa e confiança nos resultados
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil, entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Esses parâmetros indicam robustez e confiabilidade ao levantamento, reforçando a legitimidade das conclusões sobre o sentimento da população em relação ao código de ética para ministros do STF.
Fonte: noticias.uol.com.br





