Marina Silva defende fim de emendas impositivas para financiar clima

A candidata ao Senado por São Paulo afirmou que recursos parlamentares foram 'sequestrados' do orçamento federal

Marina Silva defende fim de emendas impositivas para financiar clima
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Candidata ao Senado por São Paulo pediu redirecionamento de recursos para políticas de enfrentamento às mudanças climáticas

A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) defendeu o fim das emendas parlamentares impositivas e pediu redirecionamento de recursos para políticas de mudança climática. A declaração foi feita durante debate promovido pelo SOS Mata Atlântica na quinta-feira (3).

“A minha posição é clara: eu sou contra as emendas impositivas”, afirmou Marina Silva.

Segundo a candidata, os recursos orçamentários hoje direcionados por deputados e senadores deveriam ser canalizados para políticas de enfrentamento das mudanças climáticas. Silva criticou o volume destinado às emendas e associou o mecanismo à perda de capacidade do governo federal para investir em áreas estratégicas.

“Nós temos que salvaguardar o que estabelece a Constituição em relação aos recursos que devem ser competência do Executivo”, acrescentou Marina.

A ex-ministra do Meio Ambiente sustentou que parte dos recursos sequestrados pelas emendas poderia reforçar políticas ambientais, científicas e de desenvolvimento sustentável. Durante o debate, ela também criticou mudanças recentes na legislação ambiental aprovadas pelo Congresso, que segundo sua avaliação reduziram instrumentos de proteção ambiental.

Segundo Marina Silva, legislações ambientais estão sendo alteradas para reduzir a proteção do meio ambiente e o uso sustentável dos recursos naturais. A candidata reafirmou sua posição contra mecanismos que, conforme sua avaliação, prejudicam a capacidade de investimento federal em questões ambientais e de sustentabilidade.