Marroquina é presa por uso de passaporte francês falso na Ilha do Governador

Investigação revela esquema de venda de documentos falsificados para imigração ilegal envolvendo dupla nacionalidade

Marroquina é presa por uso de passaporte francês falso na Ilha do Governador
Documento falso apreendido com a suspeita na Ilha do Governador. Foto: Reprodução

Mulher marroquina foi detida na Ilha do Governador por portar passaporte francês falso, revelando esquema de fraude internacional.

Prisão em flagrante por uso de passaporte francês falso na Ilha do Governador

Na noite do dia 10 de abril de 2026, agentes da 37ª Delegacia de Polícia prenderam Sara Ouali-Alami, uma mulher marroquina, por uso de passaporte francês falso na Ilha do Governador, zona Norte do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu após denúncia de que uma turista francesa estaria em situação irregular no país. Ao ser abordada em um hotel próximo ao Aeroporto Internacional do Galeão, Sara apresentou dois passaportes, um marroquino e outro francês, alegando dupla nacionalidade.

Esquema criminoso de venda e uso de documentos falsificados

A polícia confirmou junto às autoridades francesas que o passaporte francês era falso. Durante o depoimento, a suspeita revelou ter adquirido o documento em São Paulo por € 3 mil, convencida por um estrangeiro de que o passaporte seria legítimo e amplamente aceito para entrada na Europa. Ela afirmou que pretendia usar o documento para migrar para a França, mas não chegou a viajar, utilizando o passaporte apenas para identificação no hotel.

Impactos e conexões com migração ilegal e tráfico humano

O delegado Felipe Santoro explicou que o uso de documentos falsos geralmente está associado a esquemas internacionais complexos de migração ilegal e tráfico de pessoas. Essas redes criminosas são altamente estruturadas e lucram com a vulnerabilidade de estrangeiros, facilitando a entrada irregular em países estrangeiros por meio da falsificação documental.

Investigação para desmantelar a rede de falsificação de passaportes

As autoridades continuam as investigações para identificar os envolvidos na venda dos passaportes falsificados e responsabilizá-los criminalmente. O caso evidencia a necessidade de reforço nos mecanismos de controle migratório e cooperação internacional para combater essas organizações criminosas que exploram pessoas em situação de vulnerabilidade.

Consequências legais para o uso de documentos falsos no Brasil

De acordo com o Código Penal Brasileiro, o uso de documento falso caracteriza crime previsto no artigo 304, que prevê penalidades para quem utiliza documentos falsificados. A prisão em flagrante de Sara demonstra a atuação das forças de segurança no combate à fraude documental e à migração irregular, buscando proteger a integridade das fronteiras e o sistema legal do país.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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