Especialista aponta que valorização do hectare deixou de ser principal atrativo para investidores em 2026

O mercado de terras rurais entrou em fase de maior seletividade em 2026, com mudança de comportamento dos investidores diante de juros elevados
O mercado de terras rurais entrou em uma fase de maior seletividade em 2026. A mudança estratégica dos investidores reflete o novo ambiente econômico do país, marcado por juros elevados, crédito mais caro e margens agrícolas mais apertadas.
Segundo Ferreira Santos, especialista em inteligência estratégica no agronegócio, a valorização do hectare deixou de ser o principal fator de atração para investidores neste ano. O especialista aponta que o comportamento dos agentes do mercado mudou significativamente comparado aos períodos anteriores.
“O mercado de terras rurais entrou em uma fase de maior seletividade, em que a valorização do hectare deixou de ser o principal fator de atração para investidores.”
A análise de Ferreira Santos reflete a realidade do agronegócio brasileiro em 2026, quando as condições de financiamento se tornaram mais rigorosas. Com a elevação das taxas de juros, o custo de crédito para aquisição de propriedades rurais aumentou substancialmente, alterando a dinâmica do investimento no setor.
As margens agrícolas mais apertadas também contribuem para a mudança de postura dos investidores. Com receitas menores e custos operacionais maiores, o retorno sobre investimento em terras se tornou menos atrativo sob a ótica tradicional baseada apenas em valorização imobiliária.
A seletividade do mercado de terras rurais evidencia a necessidade de análise mais profunda sobre a viabilidade de projetos agrícolas antes de investir em novas propriedades. Investidores passam a considerar fatores como produtividade, infraestrutura, logística e potencial de geração de receitas, não apenas a especulação com valorização de preços.





