Milho cai mais de 4% em Chicago com estoques 35% acima do ano anterior, enquanto soja mantém recuperação moderada

Grãos abrem com pressões desiguais nesta quarta. Milho sofre maior queda após relatório de estoques americanos, enquanto soja recupera com demanda chinesa.
Os mercados de grãos iniciaram a quarta-feira atento ao impacto dos estoques nos Estados Unidos, comportamento da demanda e condições climáticas nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, o milho concentra a maior pressão negativa, enquanto soja e trigo encontram fatores de suporte, embora ainda enfrentem limitações para uma recuperação mais consistente.
No milho, o relatório trimestral de estoques do USDA provocou forte movimento de vendas em Chicago. Os estoques em 1º de setembro chegaram a 53,2 milhões de toneladas, volume 35% superior ao registrado no ano anterior e acima das expectativas. Os contratos para dezembro recuaram mais de 4% e se aproximaram de US$ 5,00 por bushel. A pressão dos fundos ampliou as perdas, e o mercado agora observa se a demanda americana terá capacidade para absorver a maior oferta disponível.
No Brasil, 29% da safra de verão foi plantada, volume acima da média histórica de 25%, segundo a TF Agroeconômica.
A soja apresentou quadro mais equilibrado. Os estoques trimestrais ficaram próximos das projeções e ligeiramente abaixo de 2025. O contrato para novembro fechou abaixo de US$ 12,95 por bushel, enquanto o USDA informou venda de 105 mil toneladas da safra 2026/27. Na China, o processamento semanal subiu para 2,52 milhões de toneladas, mas os estoques de soja e farelo também avançaram. No Brasil, o plantio chegou a 4%, em linha com a média histórica.
O trigo acompanha as oscilações externas após quedas recentes. Compras oportunistas e as restrições ao comércio no Mar Negro dão sustentação aos preços, em meio à continuidade das hostilidades entre Rússia e Ucrânia. Em sentido contrário, a valorização do dólar frente ao euro favorece a competitividade do trigo europeu.
Entre os indicadores, o dólar opera a R$ 5,174, com queda de 0,81%, enquanto o petróleo WTI sobe 1,80%, a US$ 92,22.







