Ex-presidente comenta sua atuação como advogado em caso envolvendo Banco Master e destaca impacto nas eleições de 2026

Michel Temer esclarece papel de consultor jurídico no caso Banco Master e avalia consequências para as eleições de 2026.
Michel Temer confirma reunião com BRB e atuação em consultoria jurídica
Em 10 de fevereiro de 2026, o ex-presidente Michel Temer confirmou sua participação em reunião realizada em Brasília com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo Temer, o encontro teve como objetivo tratar de uma consultoria jurídica para o Banco Master, na qual ele atuou como advogado, prestando serviços de mediação e intermediação jurídica.
Honorários recebidos refletem atuação profissional após saída da vida pública
Temer esclareceu que os pagamentos recebidos do Banco Master foram honorários profissionais pela consultoria jurídica, destacando que desde sua saída da vida pública exerce a advocacia para seu sustento. Ele afirmou: “Recebi honorários, não dinheiro. Pagamento, portanto, pelo trabalho realizado.” Essa posição reflete a formalidade de sua atuação, afastando interpretações de envolvimento financeiro irregular.
Relação entre Banco Master e escritórios advocatícios de destaque
A investigação jornalística revelou que o Banco Master destinou aproximadamente R$ 304,5 milhões em 2025 para advogados e escritórios, incluindo valores expressivos para o escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Além de Temer, outros nomes conhecidos na área jurídica, como o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, também receberam valores por serviços prestados.
Impacto político do caso Banco Master nas eleições gerais de 2026
Michel Temer destacou que o caso do Banco Master está gerando efeitos negativos no cenário político, especialmente para as campanhas eleitorais que ocorrerão em outubro de 2026. Ele qualificou a situação como “desastrosa” neste momento, alertando que possíveis delações futuras podem alterar ainda mais o quadro político e institucional do país. Essa análise indica preocupação com a estabilidade das eleições e o ambiente político em geral.
Contexto e consequências para o quadro institucional brasileiro
O episódio envolvendo o Banco Master e sua relação com figuras políticas e jurídicas renomadas evidencia a complexidade dos laços entre o setor financeiro e o poder público. A atuação de ex-presidentes como Temer na esfera privada, especialmente em consultorias jurídicas, suscita debates sobre ética, transparência e o impacto dessas relações no funcionamento das instituições brasileiras. A sequência dos desdobramentos promete influenciar o ambiente político e jurídico nos próximos meses.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Agência Senado







